Maioria da bancada capixaba vota a favor, mas Coaf não é mais de Sergio Moro

Amaro Neto e Helder Salomão foram os únicos a votar contra a pretensão do ministro sobre o Conselho

Os deputados Helder Salomão (PT) e Amaro Neto (PRB) foram os dois votos da bancada capixaba na Câmara Federal favoráveis ao retorno do Conselho das Atividades Financeiras (Coaf) ao Ministério da Economia, tirando-o do Ministério da Justiça, como queria o ministro Sergio Moro. A votação ocorreu na noite dessa quarta-feira (22), com 228 votos contrários e 210 a favor de Moro.

O líder da bancada, Da Vitória (PPS), se ausentou do plenário, enquanto votaram favoravelmente à pretensão do ex-juiz da Lava Jato os deputados Soraya Manato (PSL), Evair de Melo (PP), Filipe Rigoni (PSB), Lauriete (PR), Norma Ayub (DEM), Sérgio Vidigal (PDT) e Ted Conti (PSB). O placar da votação foi publicado pelo G1 nesta quinta-feira (23).

As alteração nas atribuições dos ministérios foi a principal discussão dessa quarta. O Plenário mudou a MP original e tirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, retornando-o ao Ministério da Economia, órgão ao qual pertencia antes da MP ser editada.

O retorno do Coaf ao Ministério da Economia representa mais uma demonstração de desprestígio do ex-juiz Sergio Moro. Nesta semana, ele manteve contatos com vários parlamentares visando manter o Coaf sob sua influência. Além disso, ele assiste ao seu projeto anticrime engavetado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). O governo federal e os parlamentares da base se movimentam, agora, para reverter a decisão no Senado.

O Coaf foi criado em 1998 e é responsável por investigações relacionadas à lavagem de dinheiro a partir de informações repassadas pelo sistema financeiro sobre movimentações suspeitas de recursos.

Os defensores da transferência para o Ministério da Justiça, sob o comando de Sergio Moro, argumentaram que isso facilitaria o combate à corrupção. Já os que votaram a favor de sua permanência na área econômica disseram que esse é o padrão adotado em vários países pela proximidade técnica do tema.

O Ministério da Economia assumiu ainda as atribuições dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e do Trabalho, extintos. Incorporou também as atividades da Previdência Social, que já estavam no antigo Ministério da Fazenda desde o governo anterior.

O projeto de lei de conversão retorna para a pasta econômica e as competências sobre registro sindical, política de imigração laboral e cooperativismo e associativismo urbano.

(Com informações da Agência Câmara)

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1 Comentários
  • Wagner , sexta, 24 de maio de 2019

    Quem votou contra o Ministro Sergio Moro (no caso votou a favor de voltar o COAF para o Ministério da Economia) só tem um objetivo proteger corruptos lavadores de dinheiro de todas espécies! Só vcs analisarem quem foi os dois Deputados que votaram... Abra os olhos capixabas cuidado ao votarem nesse dois para Prefeito de Cariacica, Serra ou até Vitória. Estarão colocando lobos para cuidarem das ovelhas !

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