Majeski condena a troca de favores na disputa pela Presidência da Assembleia

O deputado Sérgio Majeski defende que a Assembleia exerça um papel fiscalizador de forma independente

“Não consigo viabilizar a candidatura por causa do toma lá, dá cá”, afirma o deputado estadual Sérgio Majeski (PSB), reeleito como o mais votado em 7 de outubro de 2018, ao comentar as articulações em torno da eleição da mesa-diretora da Assembleia Legislativa do Estado, que ocorrerá em 1º de fevereiro. 

Sem esconder que nutria a pretensão de concorrer ao cargo de presidente do Legislativo estadual, Majeski lamenta que os interessados não se preocupem em explicar o porquê da candidatura, destacando que a Assembleia precisa cumprir o seu papel de poder fiscalizador, de forma independente, e dentro das prerrogativas constitucionais.

A disputa pela Presidência da Assembleia movimenta o mercado político, que sinaliza a tendência de reeleição do atual presidente, Erick Musso (PRB), que apesar de possuir o DNA do ex-governador Paulo Hartung, estaria contando com o apoio do governador Renato Casagrande (PSB) e de um grupo de deputados novatos, eleitos para um primeiro mandato. 

Nesta quarta-feira (9), os 14 novatos realizaram mais um encontro, para deliberar sobre a composição da Mesa-Diretora da Assembleia, com resultado favorecendo o nome de Erick Musso, mas com citações ao deputado Theodorico Ferraço (DEM), que também está na disputa.

As negociações em torno de cargos na Mesa-Diretora e na  presidência das  comissões, principalmente as de Segurança, Justiça e Finanças, movimentam o mercado e se tornam mais intensas, com  cada grupo buscando maiores fatias de poder. 

Na reunião dos novatos desta quarta-feira, o PSL manteve a posição de votar em bloco na escolha do presidente da Assembleia Legislativa, conforme determinação do coordenador estadual do partido do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Manato. A contrapartida é a garantia der ter a presidência da Comissão de Segurança Pública e um lugar na mesa diretora.
 

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