Metalúrgicos da reparação de veículos rodoviários entram em greve

Em novembro do ano passado, metalúrgicos das grandes empresas já haviam cruzado os braços 

Os metalúrgicos da reparação de veículos e implementos rodoviários aprovaram, nesta semana, a realização de um movimento de greve, após quase três meses de impasse na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindirepa (Sindicato Patronal). Diante da intransigência e postura desrespeitosa da bancada patronal, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas e Mecânicas no Estado (Sindimetal), a categoria decidiu paralisar indefinidamente suas atividades.

“Além de não apresentar nenhuma proposta próxima do pleito dos trabalhadores, os patrões agiram para prejudicar a ação do sindicato e impedir a realização de assembleias. Foram várias as condutas anti-sindicais e de desrespeito à categoria, que devem servir como incentivo para mobilização dos companheiros”, informou os representantes do Sindicato por meio do site da categoria. 

A decisão foi tomada pelos trabalhadores em assembleia, onde o Sindimetal-ES informou sobre o andamento da negociação e as ações que levaram ao impasse, colocando em votação a proposta patronal, que foi recusada, tendo sido, em seguida, aprovado o Edital de Greve.

Diante da aprovação, o Sindirepa teve um prazo para apresentar uma nova proposta aos metalúrgicos. Passado o período, como não atenderam ao pleito, que consiste, entre outras reivindicações, no reajuste de 5% e tíquete-alimentação no valor de R$ 200,00, a categoria cruzou os braços na última quinta-feira (24).

Greve nas grande metalúrgicas

Em novembro do ano passado, os metalúrgicos que atuam nas prestadoras de serviços das maiores indústrias do Estado, Vale, ArcelorMittal Tubarão e Estaleiro Jurong, paralisaram suas atividades. 

Na ocasião, representantes do Sindimetal-E denunciaram represália da Polícia Militar ao movimento, que ameaçou dar voz de prisão aos diretores do Sindicato e impedir que os ônibus das empresas parassem para que os trabalhadores participassem das assembleias. Uma ação, interpretada pelo sindicalistas, como “completamente imoral em defesa das empresas privadas e que vai contra o direito de greve de todo trabalhador brasileiro”.

A greve teve início após o Sindifer (Sindicato Patronal da categoria) ignorar o pleito dos trabalhadores e insistir na proposta de reajuste abaixo da inflação e na retirada de 19 cláusulas da Convenção Coletiva da categoria. 

Cruzaram os braços cerca de 15 mil trabalhadores que atuam nos setores de manutenção dessas grandes empresas, como eletricistas, mecânicos, soldadores, operadores, técnicos em automação, instrumentistas e almoxarife. 

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