Moradores perguntam à Sedu: Quem estuda na EEEM de Mata Fria?

A escola é fantasma: não se vê professores, alunos e funcionários

Para tentar solucionar de vez o mistério da escola local que segundo o governo do Estado funciona, mas ninguém vê, a comunidade Mata Fria, no município de Afonso Cláudio (região serrana do Estado) requereu à Superintendência Regional de Educação local a relação dos 22 alunos que estariam matriculados - e estudando - no ensino médio noturno local.

Datado de 28 de agosto de 2018, o requerimento é assinado  por Hilde Helene Christiansen Jordão, mãe de alunos do ensino médio, que moram na Mata Fria. 

Ela  requereu à Superintendência Regional de Educação de Afonso Cláudio “a listagem dos nomes dos 22 alunos matriculados na EEEM Mata Fria. Solicito também o nome dos professores que estão ministrando as aulas a estes 22 alunos desde 31/1/2018, como consta no Portal da Transparência, cujas páginas estão reproduzidas abaixo. Os dados do Portal foram atualizados dia 19/8/2018 pela Seges [Secretaria de Gestão Escolar], o que confirma sua veracidade”.

Os moradores da comunidade de Mata Fria estão sendo golpeados pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) há três anos. Em todo este tempo, o ensino médio noturno está fechado. A Sedu, através da Superintendência Regional de Educação, que tem como superintendente Lucirlene da Silva Velten, resiste e não cumpre ordens do juiz local para reabrir o ensino médio noturno.

O mais novo golpe na comunidade foi a publicação no Portal da Transparência de que a escola está funcionando. 

Sempre que tem oportunidade, Hilde Jordão questiona: “Não sei porque 'sumiram' com 22 alunos. Não sabemos quem são, dentre os 44 alunos, os 22 que estão matriculados segundo o Portal da Transparência. Outra pergunta que fica: o portal afirma que a escola está em funcionamento desde o dia 31 de janeiro de 2018 e aí já constava o número de 22 alunos. Como chegaram a este número se as matrículas foram feitas apenas a partir do dia 19/3?”.

A movimentação dos moradores de Mata Fria continua. A  comunidade tem majoritariamente pomeranos e alemães, que se dedicam à agricultura. Os moradores esperam que o promotor Valtair Lemos Loureiro, do Ministério Público (MPES) de Afonso Cláudio, continue atento à questão.

Também esperam que o juiz Luciano Fiorot finalmente faça cumprir suas decisões que determinaram à Sedu reabrir o ensino noturno na EEEM Mata Fria. Decisões que se arrastam há três anos, sem cumprimento.

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