Movimentos para garantir Marcelo Santos no Tribunal de Contas passam por Erick

A reeleição de Erick Musso para um segundo mandato na Presidência da Assembleia amplia a sua influência

A reeleição para um segundo mandato de dois anos na presidência da Assembleia Legislativa, com 28 dos 30 votos da atual legislatura, deixa o deputado Erick Musso (PRB) revestido de maior influência para bancar a indicação do próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). 

A vaga deve ser aberta com a aposentadoria de Valci Ferreira, que se encontra preso por corrupção, e reacende processo para declarar vago o cargo, à espera do parecer do relator do caso no Tribunal, Domingos Taufner. O nome do deputado Marcelo Santos (PDT) é apontado como o favorito ao cargo.

O processo analisa solicitação do deputado Erick Musso, formalizada em setembro de 2018, visando declarar a vaga aberta oficialmente, em virtude do afastamento de Valci, que, apesar de preso, ainda é considerado no exercício das funções. A aposentadoria muda esse quadro. 

Como naquela época, o nome do deputado Marcelo Santos (PDT), primeiro vice-presidente da Assembleia, surge como forte candidato à vaga, com a vantagem de contar com o apoio do deputado Erick Musso. Isso por conta da articulação promovida por Marcelo na eleição da Mesa Diretora da Assembleia, gerando o apoio necessário à reeleição de Erick. 

No mercado politico, essa parceria dá a Marcelo Santos vantagem sobre os outros candidatos. Até agora, além dele, surgiram no mercado nomes como do também deputado Dary Pagung (PRP), o secretário de Governo, Tyago Hoffmann, e o presidente estadual do PSB, Luiz Carlos Ciciliotti, os dois últimos com o aval do governador Renato Casagrande (PSB). 

A indicação para conselheiro do Tribunal de Contas cabe à Assembleia, mas tem que ser referendada pelo governador. Tradicionalmente, o governo do Estado lidera as articulações, mas neste ano o cenário poderá mudar, já que os deputados garantem, desde o ano passado, não abrir mão do protagonismo.

Apesar da especulação em torno de Hoffmann e Ciciliotti, os bastidores registram, além do apoio de Erick, um acerto que teria sido formalizado entre Marcelo Santos e Casagrande, que levou o deputado a atender ao governo e deixar de assumir a Secretaria de Esportes, dentro da cota do PDT na nova gestão. 

Em outubro do ano passado, a defesa de Valci iniciou o procedimento para o pedido de aposentadoria no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (IPAJM), com base no tempo de contribuição, para apressar o processo de declarar o cargo vago.

Antes disso, em julho, foi formalizado pelo presidente da Assembleia o pedido de vacância da cadeira, sendo o deputado estadual Marcelo Santos (PRB) sinalizado como candidato mais forte. 

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