MPF processa Sueli Vidigal pela prática de 'rachid'

Acusação se refere ao primeiro mandato de deputada federal, com valores calculados em R$ 53,7 mil

O Ministério Público Federal (MPF) no Espírito Santo abriu processo (nº 5010408-72.2018.4.02.5001.) contra a ex-deputada federal Sueli Vidigal (PDT) por acusação de prática de "rachid"  - quando o servidor público é obrigado a dar parte do salário em troca da manutenção do cargo. Os fatos teriam ocorrido entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008, época em que ela estava em seu primeiro mandato (2007-2011) na Câmara de Deputados. O total recebido, segundo o MPF, chega a R$ 53,7 mil (já atualizado).

As investigações apontam que uma assessora de Sueli, bem como um assessor do então deputado estadual Wanido Sarnáglia, aliado político da acusada, transferiram, reiteradas vezes, parcela de seus salários para conta bancária de uma terceira assessora da deputada federal, que repassava os valores para Sueli Vidigal, configurando "vantagem indevida".

Na ação de improbidade administrativa, o Ministério Público pede que a ex-deputada seja condenada nas penas do art. 12, III, da Lei 8.429/92, no que se inclui a suspensão dos direitos políticos. Já na ação penal, o MPF pede a condenação de Sueli Vidigal pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com penas de prisão mínimas de dois e três anos, respectivamente.

Em julho passado, Sueli e seu marido, deputado federal reeleito, Sérgio Vidigal (PDT), perderam o foro privilegiado e passaram a responder na Justiça estadual pela acusação de outros supostos crimes, de falsidade eleitoral e de financiamento irregular de campanha com recursos que teriam sido desviados dos cofres do município da Serra, quando Sérgio Vidigal era prefeito, em 2010. As medidas teriam garantindo, no mesmo ano, a reeleição de Sueli à Câmara dos Deputados. 

No último mês de outubro, a ex-deputada federal disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas acabou apenas com a segunda suplência da chapa PDT-DEM-PPL-PSD, perdendo espaço para outras lideranças com reduto na Serra, como o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que foi reeleito, e o ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Estado Vandinho Leite (PSDB), que também se elegeu.

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