Na geladeira

Da Vitória volta a chiar sobre indicações do “banco de talentos” de Bolsonaro. Quem mais emplaca?

Com a bancada capixaba no Congresso Nacional de castigo nas nomeações dos indicados para o “banco de talentos” do governo Jair Bolsonaro, o líder do grupo, deputado federal Josias Da Vitória (PPS), voltou a chiar, nessa segunda-feira (24), em matéria no jornal O Globo. Os nomes estão nas mãos do novo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que tem a missão de melhorar a relação da gestão federal com os parlamentares. Uma das insatisfações é exatamente essa: três meses após e entrega das listas por estado, pouca coisa ou nada saiu do papel. No Estado pouca coisa e, mesmo assim, com bastante atraso, já que três nomeações foram efetivadas somente na última semana, em cargos no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e na Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA).  Da Vitória fez coro aos outros líderes de bancada, que criticam o “tudo parado” do governo em relação aos cargos. Ele disse ao O Globo que nunca viu um tempo de avaliação tão longo como esse e reclamou que “compromisso é algo sério, só devemos fazer se for cumprir”. O deputado, porém, foi contemplado nessa primeira “leva”, assim como Norma Ayub (DEM) e Soraya Manato (PSL). Ainda faltam sete cargos federais, em cinco órgãos, mas há uma tendência nacional de se privilegiar o próprio PSL que, no Estado, se resume ao casal Soraya-Carlos Manato. Quem mais emplaca?

Minoria
Uma prática que sempre gera críticas do eleitorado por funcionar como um loteamento político, mesmo nesse modelo que se vende como técnico, nem toda bancada apresentou nomes. Mas, pra variar, a minoria dos 13 parlamentares.

Espaços ocupados
Das recentes nomeações, caiu na conta de Da Vitória a do chefe da Divisão de Agricultura e Pesca, José Eduardo Cogo. Já Aureliano Nogueira da Costa, o novo superintendente federal de Agricultura, foi indicado por Soraya – no passado, ele era da conta de Manato. O superintendente do Ibama, Diego Libardi, por sua vez, é ligado à Norma Ayub – ele preside o DEM de Cachoeiro e advoga em causas pessoais de Norma e do marido, deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM).

Espaços em aberto
Os cargos ainda sem “donos” são no Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNPM), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Abrigos
Por falar em Carlos Manato, a Coluna Estadão desta segunda, replicada em vários veículos do País, afirma que o recém-exonerado secretário especial do governo Bolsonaro tem conversado com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e pode virar assessor parlamentar. Cargos ligados ao ex-deputado federal fazem o mesmo: Keiko Ota fala com Damares Alves e Marcelo Delaroli articula cargo em estatal no RJ.

Segue...
A saída de Manato, por decisão do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, rendeu burburinho nos bastidores, sugerindo conflito entre o PSL e o DEM. Presidente estadual do partido de Bolsonaro, Manato era responsável pela articulação política do governo federal na Câmara dos Deputados. Ele evitou polemizar o assunto e, desde então, é cotado a ganhar cadeira no MEC.

Selecionados
Conhecidos figurões da política capixaba, mas rejeitados nas urnas em 2018, os ex-senadores Magno Malta (PP) e Ricardo Ferraço (PSDB) aparecem no documentário Democracia em Vertigem, lançado nessa quarta-feira (19) na Netflix, com ampla repercussão. Os dois estão entre os escolhidos no recorte do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, quando votaram para derrubá-la do cargo.

Lugar na foto
Magno, que foi aliado de primeira linha dos governos do PT, também surge em outra cena, num papel que nessa época foi atribuído a ele constantemente, em diversos eventos oficiais: papagaio de pirata.

‘Chapa Marcelino’
Depois de um final de semana agitado nos bastidores do MDB, o deputado estadual José Esmeraldo voltou a discursar na Assembleia, nesta segunda-feira (24), sobre a eleição marcada para domingo (30). Embora a executiva estadual tenha considerado Marcelino Fraga inelegível para os cargos de destaque do partido, Esmeraldo garantiu que o ex-deputado federal será o presidente da legenda. A “Chapa Marcelino” é a “Chapa da Vitória”, disse.

‘Chapa Marcelino’ II
Esmeraldo criticou, ainda, a divulgação de um vídeo “estapafúrdio e mentiroso” afirmando que Marcelino não será o presidente do MDB. “Vai sim”, reforçou. O ex-deputado federal está inscrito na chapa de oposição e irá recorrer da situação de inelegibilidade que, segundo ele, contraria a Constituição e o Estatuto do MDB. O impedimento é atribuído à condenação em primeiro grau de Marcelino.

Ué...
A propósito, informações da Rádio Corredor dão conta de que o vereador da Serra, Luiz Carlos Moreira, que posou pra foto ao lado de Marcelino e Esmeraldo nesse sábado (22), no registro da chapa “Muda MDB”, teria votado contra ele na reunião da executiva desta segunda que aprovou sua inelegibilidade.

PENSAMENTO:
“Não há nada que recebamos com tanta relutância como os conselhos”. Joseph Addison

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