Na mira

Contarato tenta se livrar de mais uma fake news. Nas últimas eleições conseguiu, agora, o teste é outro

Crítico de várias medidas do governo Jair Bolsonaro, o senador Fabiano Contarato (Rede) é alvo constante das redes sociais, conhecido campo de apoio ao presidente desde as eleições do ano passado. Não costuma reagir oficialmente, mas desta vez resolver fazê-lo, assim como na reta final da campanha eleitoral, quando foi vítima de acusações pesadas para manchar sua imagem. Ele denunciou, nesta quinta-feira (6), a disseminação de uma fake news enviada pelo WhatsApp que o acusa de se ausentar de votações importantes no Senado e, de novo, de ser o “Jean Wyllys capixaba”. Uma dessas ausências seria a votação da Medida Provisória (MP) 870, da reforma administrativa, e outra também “importante”, embora sequer haja especificação no material, para participar de “seminário LGBT na Colômbia”. As partes do Jean Wyllys e do seminário foram ignorados pelo senador – nem vale a fadiga, mesmo -, mas a votação da MP 870, não. Contarato rebateu afirmando que participou da sessão e votou a favor da proposta e que o projeto que de fato se ausentou, do “pente-fino no INSS”, chegou à Casa somente depois que ele havia se comprometido com a missão oficial - e sem custos - à Alemanha, como presidente da Comissão de Meio Ambiente. “De modo mal intencionado, estão distorcendo a relevância da viagem”, completou. Mexendo em assuntos que são bandeiras de Bolsonaro e com reações um tanto radicais da população, como o decreto de armas, reforma da Previdência, radares de trânsito e Educação, não restam dúvidas de que Contarato vai demorar a sair desse raio  dos operadores da máquina de notícias falsas. Nas eleições passadas, não colou e ele foi o campeão de votos, desbancando figurões da política do Estado. Agora e nos próximos anos, porém, o teste é outro.

Passado próximo
Na reta final da campanha de 2018, quando as pesquisas já sinalizavam para vitória de virada de Contarato, começou a circular pelas redes sociais e grupos de WhatsApp um material que o comparava ao ainda deputado federal Jean Wyllys(Psol-RJ), apelando para a ideologia de gênero, “Kit gay”, legalização do aborto e mudança de sexo. Pior ainda: assuntos da vida pessoal de Contarato. 

Passado próximo II
Mesmo com base em um discurso que se consolidou nas eleições, Contarato saiu ileso do ataque e disparou nas urnas, com mais de 1 milhão de votos, deixando bem pra trás Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB).

Por falar nisso...
...Magno não sai de cena, divulgando palestras, suplementos, participação em programas do amigo Ratinho, Marchas de Jesus, e o que mais aparecer pela frente. Já Ricardo, está sumido, sumido. 

Guerra virtual
Voltando em Jean Wyllys, a publicação da deputada estadual Iriny Lopes (PT) em seu Facebook, comunicando da sua proposta de concessão do título de cidadão espírito-santense ao ex-deputado federal e ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stélide, provocou um burburinho só. Em um dia, mais de 300 comentários e 53 compartilhamentos.

Ah, tá!
Aí, alguns deputados já correram para a imprensa e para a internet dizendo que vão tentar barrar a iniciativa. Entre eles, Lorenzo Pazolini (sem partido), que articulou nada menos do que a concessão da maior honraria da Assembleia à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e ainda deu piti com o protesto legítimo que a recepcionou para manifestar repúdio ao tanto de barbaridade que fala. 

Ah, tá II!
Outro contrário, claro, é o Capitão Assumção (PSL), que aprovou três projetos de sua autoria para conceder o mesmo título de cidadão espírito-santense ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Ernesto Henrique Fraga Araújo (Relações Exteriores). Faço questão de repetir as justificativas...

Ah, tá III!
...“o presidente se apresenta como defensor dos valores familiares”; Moro “um guerreiro que luta com afinco contra a corrupção”; e Ernesto Araújo “por suas convicções, posicionamento e atuação que resultarão na reconquista do Brasil para os brasileiros e de recuperar o papel do Itamaraty como guardião da continuidade da memória brasileira”. 

Baixas
Com o caso desta quinta-feira (6) do vereador de Ecoporanga, Robério Pinheiros Rodrigues, já são dois quadros do PSDB presos nas recentes operações deflagradas pelo Ministério Público Estadual (MPES) por irregularidades em licitações. A primeira foi a prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Rangel Quinta, ainda presa. “Tá” dureza pro ninho tucano, hein...

Baixas II
Sobre Amanda, que fazia parte até da executiva estadual, o partido comandado pelo deputado estadual Vandinho Leite abriu processo para expulsá-la. E o vereador, vai no fluxo?

PENSAMENTO:
“Ninguém é mau, e quanto mal foi feito”. Victor Hugo

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