'Neutralidade' de Casagrande não impede choque com o partido de Bolsonaro

O deputado federal Carlos Manato, no comando do PSL no Estado, visa a sucessão em 2022

A dois meses de ser empossado no cargo, o governador eleito, Renato Casagrande (PSB), já tem que se preocupar com os movimentos no cenário político visando a sua sucessão. E o opositor que sai na frente é o deputado federal Carlos Manato, coordenador no Espírito Santo do PSL, partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, alinhado com o projeto de crescimento da sigla em todo o País. 

A neutralidade adotada por Renato Casagrande no segundo turno eleitoral, visando os interesses do Estado, parece não contar para Manato, pré-candidato ao governo em 2022, quando espera superar a segunda colocação das eleições deste ano e chegar ao Palácio Anchieta.

Além desse motivo, que faz parte do programa do presidente eleito de eleger maior número de parlamentares nos estados e no Congresso Nacional, e também governadores, contribuiu para tornar sem efeito prático a neutralidade de Casagrande, a decisão da direção nacional de seu partido de fechar questão em torno de oposição do governo de Bolsonaro. 

Nessa segunda-feira (5), o PSB divulgou nota na qual faz a defesa intransigente da democracia e da liberdade de imprensa, declarando-se oposição, mas sem fechar as portas ao diálogo. Como secretário-geral do partido, o governador eleito no Estado se coloca na mesma posição. 

O presidente nacional da sigla, o governador paulista Márcio França, que perdeu a reeleição para João Dória (PSDB), disse que é preciso “fincar as bases democráticas”, ressaltando que o partido obteve um bom resultado nas eleições, com três governadores eleitos, Espírito Santo, Pernambuco e Paraíba, e 32 deputados federais.

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