Noivo cobiçado

Partido Patriota atira para tudo quanto é lado: depois de Bolsonaro, quer o deputado Felipe Rigoni

O partido Patriota, que no Estado se resume ao deputado estadual Rafael Favatto, aproveita as crises internas partidárias para “atirar para tudo quanto é lado”. Depois de estender tapete vermelho para reconquistar o presidente Jair Bolsonaro, em guerra declarada com o PSL, a legenda decidiu pular de extremo e “se expandir com deputados de outro perfil”, leia-se nomes ligados aos movimentos de renovação política, como divulgado pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (23). A nova estratégia foi consolidada com o convite feito aos parlamentares que acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no último dia 15, para mudar de partido sem a ameaça de perder o mandato, entre eles, o deputado capixaba punido pelo PSB, Felipe Rigoni - além de Tabata Amaral (PDT-SP), Rodrigo Agostinho (PSB-SP) e Luiz Lima (PSL-RJ). Primeiro deputado federal cego do País e com capital de 84,4 mil votos, Rigoni, desde que teve início o conflito interno por conta do apoio à reforma da Previdência, em setembro, disse ter sido procurado por mais de 15 legendas interessadas em seu “passe”. Qual a chance de dar liga com o nanico Patriota, do “Brasil acima de Todos”? Apostas abertas.

Coração partido
Por falar em Favatto e Bolsonaro, o deputado, assim como o partido, também alimenta um sonho antigo de “casar” politicamente com o presidente. No primeiro namoro, ainda em janeiro de 2018, o presidente do Patriota no Estado estava em polvorosa com a possibilidade de virar correligionário do então deputado federal. Mas ficou a ver navios após recuo de Bolsonaro. No atual namoro, a mesma desilusão. 

Sem espaço
A situação da deputada federal Lauriete, preterida das articulações partidárias do PL pelo ex-marido e ex-senador Magno Malta, demorou até demais a ser levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com ela faz finalmente agora. Essa sinuca de bico existe desde abril, logo depois do divórcio oficial do casal. 

Sem espaço II
A permanecer a disposição de Magno da época do início do problema, tratado aqui na coluna por diversas vezes, Lauriete, mesmo com toda razão, deve enfrentar forte resistência do ex-marido e da Nacional do PL. Cadeira na Câmara tem valor e, no Estado, é o único cargo de peso do partido. 

Sem espaço III
Logo no início deste ano, exatamente por isso, a deputada esperava ter o aval da Nacional para liderar as articulações das eleições de 2020 e chegou a iniciar as conversas em Vila Velha. Mas não demorou muito e veio o veto que manteve amplos poderes ao ex-senador, mesmo rejeitado nas urnas e envolvido no caso absurdo que ganhou repercussão nacional, do ex-cobrador preso após acusação de que estuprou a filha de dois anos.

‘O maior’
Há pouco tempo, a coluna também mostrou que o PL, ignorando a tudo e todos, ainda aposta todas suas fichas em Magno. Os dirigentes nacionais o vendem como “o maior patrimônio da legenda hoje no País”. Como dizem por aí: “tá osso, então”!

Articulação paralela
O casal Manato – Carlos e Soraya – se reuniu com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta quarta, em Brasília, para tratar da implantação das escolas cívicos-militares no Estado. O projeto, bandeira de Carlos Manato na campanha eleitoral ao governo em 2018, não teve adesão da gestão Renato Casagrande, o que serviu de nova artilharia contra o socialista. Agora, as prefeituras é que precisam solicitar a implantação. Até outro dia, só quatro de 78 haviam protocolado requerimentos.

Alívio?
A propósito, a deputada federal Soraya Manato, alvo de chumbo grosso nas redes sociais devido à guerra no PSL entre “bivarista” versus “bolsonarista”, a depender do discurso do novo líder do partido na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), não sofrerá retaliações por ter assinado a lista em favor do deputado Delegado Waldir (GO). Mas ainda terá que se entender com seus eleitores inconformados, que a colocaram no grupo de “traidores do presidente”.

Sigilo absurdo
Do deputado estadual Sergio Majeski (PSB) nas redes sociais, sobre mais um arquivamento, pela Assembleia, de proposta para abrir a conhecida caixa-preta dos incentivos fiscais: “Nem o governo de PH quis e nem o de Casagrande quer a transparência sobre os incentivos concedidos pelo Estado às empresas. É um direito da sociedade saber para quem é dado, qual é o valor e quais são os benefícios para a população”. 

PENSAMENTO:
“Enquanto houver matadouros, haverá campos de guerra”. Leon Tolstói

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