Oficina sobre Comunicação Não-Violenta será realizada em Vitória

Especialista e divulgador do tema, o inglês Dominic Barter será o facilitador do encontro em maio

Os conflitos aparecem diariamente em nossas vidas. Na família, no trabalho, nas ruas e em outros espaços de convivência. A maneira de evitá-los ou lidar de maneira menos desgastante com eles é, sem dúvidas, um grande desafio para qualquer pessoa. Um dos métodos utilizados que pode ajudar nisso é a Comunicação Não-Violenta (CNV), que busca construir relações de empatia com base na parceria e cooperação entre as pessoas.

Uma oportunidade para conhecer melhor a CNV será oferecida em Vitória, numa oficina introdutória ministrada por Dominic Barter, um dos maiores especialistas no tema no Brasil e no mundo. No curso o foco será apresentar distinções fundamentais para a prática da não violência na vida diária. A atividade começa no dia 10 de maio, de 19h às 22h, e será concluída no dia 11 de maio, de 10h às 19h30.

O pedido de inscrição deve ser feito por um formulário online, sendo que a organização do evento entrará em contato por e-mail a partir do dia 22 de abril para informar sobre local de realização e outras informações relevantes.

Entre os princípios em que deve-se considerar para expressar uma Comunicação Não-Violenta estão o de observar sem julgar, identificar e expressar necessidades, nomear os sentimentos envolvidos, e formular pedidos claros e viáveis. "A Comunicação Não-Violenta promove a competência relacional e a resiliência emocional necessárias para transformar conflito em conexão e sustentar parcerias fortes e flexíveis. Ela nos chama a experimentar novas possibilidades de comunicação eficaz, apoiando uma compaixão pessoal e socialmente engajada baseada na inteligência dos nossos corações", diz a apresentação do curso.

O pesquisador inglês Dominic Barter é discípulo do psicólogo Marshall Rosenberg, criador da CNV, de quem foi colega por 18 anos. O palestrante que virá a Vitória é percursor dos Círculos Restaurativos no Brasil, utilizados para mediação em regiões de conflito. Seu trabalho prático teve início nas favelas do Rio de Janeiro nos anos 90 e sua abordagem é reconhecida e utilizada por entidades do setor público em países como Brasil, França, Coreia do Sul, Senegal e Nepal.

Entre as propostas desenvolvidas por Dominic estão o "money pile", técnica de corresponsabilização financeira para autossustentação de projetos de forma colaborativa, que utiliza inclusive para manter sua peregrinação pelo país para apresentar e desenvolver atividades relacionadas com a Comunicação Não-Violenta.

De tal maneira, algumas formas de corresponsabilidade serão utilizados durante o curso. Ao invés de um custo fixo, ou preço por participantes, a proposta é que os custo de produção da atividade seja apresentado de forma transparente e aberto para um mecanismo de livre contribuição, em que cada um colabora conforme suas possibilidades.

Além de permitir autonomia e não excluir a participação de ninguém, o palestrante aponta como outros benefícios da prática a escolha consciente e informada de cada um sobre como contribuir; a distinção entre dinheiro como estratégia para distribuir recursos materiais e a expressão de gratidão e crítica; o fortalecimento do senso de equipe que este processo promove; a independência da pesquisa contínua da Comunicação Não-Violenta; a escolha autônoma do educador em ir para onde é chamado; o valor pedagógico de questionar um sistema social ao vivo; e o apoio aos projetos que servem de base pedagógica para eventos públicos como esse.

Também buscando a inclusão, é permitido levar crianças e bebês ao encontro, porém é proposto o cuidado coletivo destes de modo que a responsabilidade não recaia exclusivamente sobre mães, pais ou responsáveis, sobrecarregando-os.

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