‘Papelão’

Fora Enivaldo e Iriny, que se posicionaram no caso Majeski-Eder, os outros 27 deputados, que vergonha...

Os novos e cada vez mais questionáveis capítulos da ofensiva do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, contra o deputado estadual Sergio Majeski (PSB), me obrigam a voltar num assunto já tratado aqui, tão logo explodiu a polêmica da aprovação dos 307 cargos comissionados do Ministério Público Estadual (MPES), cujos meandros políticos motivaram as contundentes críticas do parlamentar. Do dia em que Majeski levantou a suspeição de uma “troca de favores” entre o órgão ministerial e a Assembleia Legislativa, pela forma atropelada com que a matéria passou pela Casa apesar do seu impacto financeiro e inchaço da máquina pública, até ser ameaçado de processo, tomar conhecimento do procedimento aberto no Tribunal de Justiça (TJES), e virar, de fato, alvo de notificação nessa segunda-feira (26), já se passaram 42 dias. E o silêncio do plenário, formado por 30 deputados, permanece ensurdecedor, mesmo que a medida de Eder represente ameaça, também, à liberdade e direitos constitucionais do cargo de cada parlamentar. Nesse tempo todo, Majeski fez sucessivos discursos, recebeu apoio em massa de entidades da sociedade civil organizada, e a Assembleia continuou a se fazer de “cega, surda e muda”. Diante do desenrolar do caso, mais recentemente essa omissão foi quebrada por Enivaldo dos Anjos (PSD) e Iriny Lopes (PT), que saíram em defesa de Majeski. Os outros 27 que sobraram, convenhamos, que vergonha...

Democracia
No discurso que fez em plenário na semana passada, Enivaldo defendeu a liberdade de expressão e o direito dos parlamentares de se manifestarem sobre qualquer tema de interesse da população. Ninguém aproveitou o embalo depois, o que é comum em plenário, para fazer coro ao líder do Governo na Casa.

Democracia II
Já Iriny reforçou o mesmo tom nessa segunda, quando ressaltou o direito à opinião e o respeito à legislação. “A tentativa de silenciar um parlamentar enfraquece a democracia”, concluiu a deputada. 

Olha ele aí...
Sumido da tribuna do plenário da Assembleia, o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) ressurgiu na sessão ordinária desta terça-feira (27) para levantar um grave problema de seu reduto eleitoral, Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado. A situação da Santa Casa de Misericórdia, que acumula dívida de R$ 60 milhões com a Caixa Econômica. 

Olha ele aí II...
A questão foi debatida na Comissão de Saúde, com uma comitiva da instituição, e os deputados resolveram acionar Renato Casagrande. A interlocução caberá ao próprio Ferraço, que depois de abraçar primeiro o palanque do governador nas últimas eleições, foi preterido e assumiu posição de independência.

Mais um chapéu
Deu na coluna Lauro Jardim, em O Globo: o ex-governador Paulo Hartung aceitou o convite do governador do Pará, Helder Barbalho, para integrar o Conselho de Desenvolvimento do Estado. Com mais esse chapéu, ele segue acumulando funções no campo nacional, longe do seu momento de baixa no Estado e que o fez fugir da disputa à reeleição em 2018.

Mais um chapéu II
Além de não se descolar mais de Luciano Huck, Lauro Jardim mostrou a lista: presidente executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), integrante do movimento Todos Pela Educação, conselheiro consultivo de Educação de São Paulo, do CNJ, do Cebri e da Unimed Participações, e membro do RenovaBR e Agora! Nesses meses sem mandato, como se vê, o ex-governador cisca por todos os lados.

Dia D
A próxima sexta-feira (30) poderá ser decisiva para o governo Renato Casagrande no quesito “descascar abacaxi”. Neste dia, os servidores públicos do Estado se reúnem às 10h, em assembleia geral unificada, no Centro de Vitória, para discutir o calendário de mobilização e paralisações da luta pela recomposição inflacionária, acumulada em 26,5% desde 2014.

Dia D II
O Sindipúblicos e as entidades que compõem a Pública – Central do Servidor rebatem com estudos financeiros os argumentos do governador de que não é possível conceder qualquer reajuste este ano e consideram urgente a correção do que chamam de “crime contra os servidores”. De imediato, exigem a recomposição de 5,56%, fixação de uma data-base, e criação de uma mesa de negociação permanente. A conferir!

‘Mordaça’
O deputado estadual Capitão Assumção (PSL), que faz discurso dia sim, dia também em favor dos militares e contra as medidas de Casagrande na área da Segurança Pública, aguarda tramitação do projeto que apresentou, em junho, parar sustar os efeitos da portaria já criticada por ele em plenário, que estabelece regras para exposição da imagem da polícia nas redes sociais. O PL nem passou pelas comissões ainda.

PENSAMENTO:
“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”. Albert Einstein 

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