Paralisação de rodoviários continua na Grande Vitória com novas adesões

Uma audiência para resolver o impasse está marcada para às 13h no Tribunal Regional do Trabalho (TRT)

A paralisação de motoristas e trocadores que operam linhas do Sistema Transcol na Grande Vitória continua, nesta quarta-feira (13), com novas adesões. Depois de empregados da empresas Santa Zita, cuja garagem fica em Viana, terem cruzados os braços nessa terça-feira (12), funcionários da Praia Sol e da Vereda também aderiram ao movimento. Os protestos estão sendo realizados contra a implantação da jornada reduzida de cinco horas, o que diminui os salários e benefícios dos trabalhadores. Rodoviários também reclamam da violência. Uma audiência para resolver o impasse está marcada para às 13 horas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

No conjunto, a paralisação das três empresas tem afetado mais de 20 mil usuários do Sistema Transcol de Viana, Cariacica, Vila Velha e até da Serra, além dos serviços de Seletivo e Mão na Roda. Só a Santa Zita, por exemplo, opera 50 linhas do Transcol. São, ao menos, 425 coletivos que estão sendo impedidos de deixar as garagens e 884 trabalhadores paralisados.

Essa é a segunda paralisação do ano. Mês passado, parte dos ônibus do Sistema Transcol também deixou de circular, uma vez que trocadores e motoristas das empresas Praia Sol e Vereda, de Vila Velha, e Serramar, da Serra, não haviam recebido o pagamento do mês. O movimento só foi encerrado depois que os salários foram depositados. 

De acordo com o advogado do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Espírito Santo (Sindirodoviários), Elton Borges, a Justiça negou duas liminares, nessa terça-feira (12), em processos impetrados pelos empresários. ‘No primeiro, o desembargador entendeu que não era a forma correta o pedido. Já no segundo, a juíza entendeu que a empresa (Santa Zita) não comprovou a necessidade da liminar”. Elton explicou ainda, que às 13 horas desta quarta-feira (13), haverá o julgamento do dissídio coletivo que o Gvbus e o Setpes ajuizaram, em fevereiro de 2018, para verificar a legalidade da contratação em tempo parcial. 

Reuniões realizadas entre o Sindicato dos Rodoviários e os empresários também terminaram sem acordo. Segundo Elton, os motoristas não concordam com a jornada reduzida que tem imposto aos profissionais a contratação por cinco horas, com salários de R$ 1, 3 mil. O que todos desejam é a jornada de sete horas e salários de R$ 2,3 mil. Os profissionais alegam também que a empresa tem forçado a inibir a evasão de receitas, impedindo que passageiros pulem as roletas. Para cumprir a ordem, alguns são agredidos. 

Por meio de nota, a GVBus afirmou ainda que o Sindirodoviários 'insiste em um movimento ilegal e hoje fechou as saídas de duas garagens", o que pegou a população de surpresa.

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