Peças em movimento

Articulação de Erick para se manter à frente da Assembleia joga luz nos tabuleiros das próximas eleições

A articulação comandada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), para antecipar a disputa à Mesa Diretora e, assim, manter o poder sob seu comando nas próximas eleições, teria relação, como circula entre lideranças do mercado político, com o mais recente levantamento interno do partido sobre o pleito de 2020, especialmente o cenário em Vitória, que confirmou, novamente, o potencial de alcance da candidatura do deputado federal Amaro Neto. O novo raio-x indicaria mudanças de planos nos projetos do grupo que, no mês passado, sinalizou a filiação e palanque do deputado estadual Lorenzo Pazolini (sem partido) a prefeito, reservando a Amaro, então, o governo em 2022, como era desejo do próprio parlamentar. Nessa nova configuração, o partido sairia da reta do projeto de reeleição do governador Renato Casagrande, passando, pelo contrário, a acenar para ele na estratégia de garantir que Amaro seja o mais votado nas urnas no próximo ano, assim como em 2018 à Câmara Federal. Erick Musso, por sua vez, entraria na acomodação como candidato ao Senado em 2022, uma possibilidade já ventilada nos bastidores desde que ele cresceu de tamanho no Estado. Tratando-se das “nuvens” da política, certamente ainda terá muita água pra rolar por debaixo dessas pontes, mas “de cara”, já pergunto: e a candidatura de Sergio Majeski – ainda do PSB – em Vitória?

Presença notada
Se tudo acabar em acordo, Majeski terá, mesmo, que consolidar seu palanque por outra legenda, dependendo de liberação da Justiça Eleitoral. O abrigo sinalizado há meses é a Rede Sustentabilidade, que, aliás, realiza sua conferência em Vitória neste domingo (10) e anunciou a presença dele e da ex-senadora Heloísa Helena (AL).

Segue...
Já a estrela da Rede, o senador Fabiano Contarato, que gravou vídeo convidando os capixabas para os eventos do partido – nesta sexta-feira (8) é em Vila Velha - ainda não sabe se comparecerá. Ele tem agendas no caso do óleo que contaminou o Nordeste e está “na porta” do Espírito Santo.

Dê nomes...
O senador Marcos do Val (Podemos) tratou a mensagem de greve da Polícia Militar no próximo dia 15, espalhada nas redes sociais, como “um ato de terrorismo contra os capixabas com objetivos eleitorais”. Quem, senador?

Dê nomes II...
Disse mais: “é claramente uma ação de um oportunista querendo holofotes, criando assim desgastes para o atual governo, com o único objetivo de preparar sua ‘estrada’ para o próximo ano eleitoral. É a velha estratégica podre e irresponsável da política. Capixabas, isso é um alerta para que nas próximas eleições fiquemos atentos sobre o candidato que irá aparecer com essa bandeira! Um terrorista social que irá ser candidato!”. 

Bomba-relógio
Ao ignorar uma tropa desmotivada e insatisfeita, Do Val foi cobrado nos comentários em sua publicação no Facebook. A ameaça de greve pode não ser oficial, como disseram as associações representativas, mas não é a primeira vez que esse tema volta à tona no Estado e, tudo indica, não será a última. 

‘Ringue’ aberto
Prefeito Edson Magalhães (PSDB); deputado estadual Carlos Von (Avante); subsecretário estadual de Turismo, Gedson Merízio (PSB). As três lideranças de Guarapari, já conhecidas das urnas, deflagraram com antecedência a disputa à prefeitura de 2020 e, pela prévia, “o bicho vai pegar”. Ou melhor, já pegou! 

Ringue’ aberto II
Há poucos dias, como se sabe, repercutiu no município e na Assembleia, a polêmica da UTI Móvel indicada por Carlos Von e rejeitada pela prefeitura, alegando impossibilidade de arcar com os custos de manutenção. O caso gerou troca de farpas entre os grupos de Magalhães e do deputado, postagens nas redes sociais, discurso em plenário e muito burburinho. Agora...

Ringue’ aberto III
...os ânimos teriam se exaltado em um grupo de política de Guarapari, que rendeu um recado de Von finalizado com a seguinte frase “agora nós vamos pra guerra”. Ele não cita o nome da pessoa que trata como “chefe”, mas ameaça de processo judicial, critica “a política suja”, e se diz alvo de “calúnia e de milícia digital”. A discussão, como circula nos corredores, foi com pessoas ligadas a Gedson. A conferir!

Ainda por lá...
A audiência pública realizada nessa quarta-feira (6) para tratar da segurança em Guarapari, solicitada por Carlos Von à comissão da área da Assembleia, foi ignorada pelo prefeito Edson Magalhães, apesar de convidado e da importância do tema. Uma coisa é adversário político, outra é deixar a população sem respostas aos questionamentos. Aí não, prefeito! 

Novato
Enquanto os três se “encaram”, o empresário Gustavo Guimarães (Podemos), presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira no Espírito Santo (ABIH-ES), corre por fora na disputa, por enquanto, ileso do tiroteio. Por enquanto...

(Colaborou Roberto Junquilho)

PENSAMENTO:
“A política é como a esfinge da fábula: devora a todos que não lhe decifram os enigmas”. Antoine Rivarol

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