Policiais civis apontam problemas e sinalizam para crise de governabilidade

O líder do governo, Enivaldo dos Anjos, rebateu as críticas e disse que o diálogo está em andamento

Uma crise de governabilidade, em clara referência à greve da Polícia Militar ocorrida em 2017, foi sinalizada por representantes dos policiais civis, que na tarde desta segunda-feira (8) ocuparam a tribuna da Assembleia Legislativa para pedir a abertura de diálogo com o governo do Estado, a fim de atender às demandas e evitar uma situação crítica. 

Os dirigentes sindicais fizeram pesadas críticas ao governo, explicitando problemas relacionados à equiparação salarial, plantões e descanso semanal, e solicitaram aos deputados que abrissem um canal de diálogo. Esse posicionamento levou o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), líder do governo, a contestar os pronunciamentos, afirmando que a negociação, por já estar em andamento, tornava os protestos desnecessários. 

“Não os recebo mais”, disse Enivaldo, informando que já havia conversado com os sindicalistas, que ficaram de dar um retorno sobre as demandas que seriam encaminhadas ao governo, mas não o fizeram. Já  deputado José Esmeraldo Esmeraldo (MDB) sugeriu a formação de uma comissão especial para tratar dos assuntos. 

Em sua fala, o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil, Rodolfo Laterza, bradou: “Governador, não negligencie com as demandas dos policiais; do jeito que está haverá uma situação crítica e por isso peço um canal de negociação”.

Segundo Tadeu Nicoletti, presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo, que também ocupou a tribuna da Casa, a categoria recebe o pior salário do país. Ele reconheceu que há o entendimento de que o governo está começando, mas ressaltou que a insatisfação é muito grande.

Da mesma opinião é o presidente do Sindicato dos Investigadores, Júnior Fialho, que apontou ainda distorções na reclassificação funcional e na escala de serviço, que repercutm negativamente no descanso semanal dos policiais. Fialho citou ainda problemas relacionados ao concurso público: “O secretário (de Segurança) não quer pagar a empresa que elaborou o concurso”, disse.

As reivindicações dos policiais foram encampadas pela maioria dos deputados que se manifestaram sobra a questão em plenário.

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1 Comentários
  • Eric , segunda, 08 de abril de 2019

    Impressionante como um grupo que quer usurpar a representatividade do Sindipol, colocando o Governador contra a classe policial civil. Sou Policial Civil e este grupo não me representa. Se eles querem parar m, que parem sozinhos. O governador abriu um canal de diálogo tanto com a PC e com a PM, mas querem colocar a faça no pescoço. Confiamos no atual Governo que foi quem estabilizou a Polcia Civil em seu mandado.

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