Prefeitura da Serra entra na Justiça para evitar mortes e acidentes na BR-101

Gestão de Audifax Barcelos quer reinstalação de radares em trechos mais perigosos

Após o 12º trecho mais perigoso da BR-101, que fica localizado na Serra, não receber as devidas manutenções e cuidados, a prefeitura do município decidiu entrar na Justiça contra a Eco101, o  Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a União. Caso os responsáveis não reinstalem os radares de velocidade em até 15 dias e não faça o recapeamento em até 20 dias, a gestão de Audifax Barcelos (Rede) pede que a Justiça aplique multa diária no valor de R$ 20 mil.

No início do mês de janeiro deste ano, a prefeitura já havia notificado os mesmos órgãos para que reinstalassem os radares no trecho que fica na altura do bairro Cidade Pomar e é considerado o 12º mais perigoso do Brasil. A administração afirma que o objetivo é zelar pela vida dos moradores e condutores que trafegam na BR-101.

O último acidente no local aconteceu no último dia 31 de janeiro, envolvendo quatro veículos. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), quatro pessoas ficaram feridas e uma foi encaminhada para o Hospital Jayme Santos Neves. A pista ficou parcialmente interditada, com trânsito desviado para o bairro Campinha da Serra I.

Apesar de a Eco101 dizer não ser responsável pelo local, a equipe de resgate da concessionária atendeu a ocorrência junto com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a PRF.

Segundo o procurador-geral da Serra, Vitor Silvares, o DNIT também afirmou não ser responsável pelo trecho.“Fica um jogando para o outro. Quem sai prejudicada é a população, que corre perigo”, criticou.

Rodovia da Morte

A BR 101 também poderia ser chamada de Rodovia da Morte, tamanho a incidência de acidentes com vítimas, sobretudo nos trechos ainda não duplicados. No total, são 475,9 quilômetros do trecho capixaba, que corta todo o Espírito Santo ligando o estado ao sul, com o Rio de Janeiro e, ao norte, com a Bahia, e que é administrada pela concessionária Eco101. 

Caso a duplicação da rodovia (que já deveria estar concluída) tivesse sido cumprida, boa parte dos acidentes e mortes, ocasionadas por colisão frontal por falta de área de escape, poderia ter sido evitada. 

Também já foi denunciado que o grupo Eco101, além de não cumprir a obrigação de duplicar vários trechos onde o tráfego é intenso, foge da responsabilidade criminal pelas mortes em acidentes.

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