Presidente da Câmara de Vitória quer disputar prefeitura com campeões de votos

Cleber Felix, o Clebinho, espera ganhar densidade eleitoral contra nomes como Majeski e Amaro Neto

A 17 meses das eleições municipais, o presidente da Câmara de Vitória, Cleber Felix, o Clebinho (Prog), se lança pré-candidato à Prefeitura da Capital nas eleições de 2020 e diz que não teme enfrentar campeões de votos como o deputado estadual Sergio Majeski (PSB), o federal Amaro Neto (PRB) e o indicado pelo partido do prefeito Luciano Rezende, Fabrício Gandini (PPS). 

A empreitada de Clebinho tem pela frente, também, aliados do grupo de vereadores contrários a Luciano Rezende, como Roberto Martins (PTB) e David Esmael (PSB), identificados como pré-candidatos. Nos meios políticos circulam informações de que a candidatura precipitada de Clebinho seria parte da estratégia de Esmael ou de Martins, visando futuras composições. 

Ele nega e reafirma que o projeto é do Prog, que espera contar com o apoio do governador Renato Casagrande. Clebinho diz que pode ganhar musculatura eleitoral sem a interferência dos “grandes” e destaca os dois minutos de TV do partido. 

“Não podemos ficar preso ao projeto do prefeito Luciano Rezende”, ressalta Clebinho, eleito para a Câmara com acanhados 1.524 votos em 2016, e que liderou um movimento contrário ao prefeito Luciano Rezende que o levou à presidência da Câmara, em 2018. 

O vereador não se intimida com o cenário adverso e confirma que sua candidatura tem o apoio do partido, comandado no Espírito Santo pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Marcus Vicente, derrotado em 2018 na reeleição à Câmara Federal e com reduzida visibilidade no governo.

Clebinho foi eleito para a presidência da Câmara em  sessão com a presença de familiares e representantes da Grande Maruípe, liderando chapa única, formada com a desistência do candidato do prefeito Luciano Rezende, que, dessa forma, perdeu o comando da Casa.

Em seu voto, o vereador Roberto Martins (PTB) destacou as negociações entre o grupo de oito vereadores que se opuseram ao controle da Casa pelo prefeito, que tinha como candidato Leonil Dias (PPS). 

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