Projeto de futuro

A movimentação do Avante para filiar Max Filho não para por aí. Audifax Barcelos também está na mira

A movimentação do Avante para filiar o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), que já estaria em romance total com a legenda, não para por aí. Nos bastidores, já se sabe da intenção de agregar, também, o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), para consolidar um projeto de futuro no Espírito Santo. No caso de Max, a mudança de partido é dada como certa há muito tempo, primeiro pelo processo eleitoral interno do ninho tucano e, mais recentemente, diante de investidas contra seu grupo, que, não por coincidência, tem integrantes que participaram do pleito pelo Avante. Max só não precisava tratar o assunto com pressa, e é isso que tem feito. Já em relação a Audifax, favorece a conversa a atual situação da Rede, presidida por ele no Estado, e que não atingiu a cláusula de barreira na disputa deste ano, precisando, para sobreviver, consolidar uma fusão partidária. A sigla anunciada para tal é o PPS, que, por aqui, já se arma até os dentes para a disputa de 2020, embolando o campo de interesses. Além disso, a “baixa” da liderança principal, Marina Silva, ameaça provocar uma debandada em todo o País, como já ocorreu em Sergipe. O próprio senador eleito pela Rede, Fabiano Contarato, é assediado por outros partidos, entre eles o PDT, do adversário de Audifax, deputado federal Sérgio Vidigal. A legenda ficou, portanto, pesada para as pretensões do prefeito da Serra. Caso os dois namoros evoluam para uma relação sólida, o Avante terá dois potenciais candidatos ao governo em 2022, com uma disputa municipal no meio. Dá jogo, não dá?

Menos um
Em Sergipe, a Rede perdeu um dos seus cinco senadores eleitos no País, Alessandro Vieira. Pulou logo para o PPS.

Meta
Ao contrário do partido de Audifax,o Avante atingiu a cláusula de barreira no pleito deste ano, ao fazer 1,8 milhão de votos válidos, elegendo sete deputados federias e 15 estaduais em nove estados brasileiros e no Distrito Federal. No Espírito Santo, foi só uma cadeira à Assembleia...

Aliados
Exatamente do ex-secretário de Max Filho, Carlos Von. O vice do prefeito, Jorge Carreta, também filiado ao partido, ficou pelo caminho na disputa à Câmara Federal.

Território
Se a união der “liga”, esse grupo em formação esbarrará mais pra frente com o governador eleito, Renato Casagrande (PSB), e o presidente regional do PSL, Carlos Manato, anunciado para articulação do futuro presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. 

Forcinha
Subserviente que só ela, a Assembleia Legislativa não poderia deixar de estender o último tapete vermelho para o governador Paulo Hartung jogar confete em sua gestão antes de ir para planície. Sessão solene na noite dessa segunda-feira (3) o homenageou pela avaliação máxima que as finanças do Estado receberam da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Ai, ai...

Causas próprias
Extensivo, olha só, ao próprio legislativo, ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas (TCE), ao Ministério Público (MPES) e à Defensoria Pública, pelo “esforço conjunto que possibilitou manter o orçamento equilibrado, pagar em dia a folha de pessoal e as obras e serviços contratados pelo governo”. E blá, blá, blá...mesma conversa de sempre! Chefes dos poderes e mais um tanto de hartunguete receberam placas. 

Chiclete
Quem é obrigado a comparecer a todos esses eventos, só pode estar com cada frase de Hartung e de alguns deputados mais do que decorada. Sabe música ruim, chiclete, que não sai da cabeça? Então...

Beija-mão
Por falar nisso, a visita do presidente eleito da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), José Carlos Rizk Filho, a Hartung no Palácio Anchieta, nessa segunda-feira (3), gerou comentários nos bastidores. Mais um fato político criado por Hartung para tirar casquinha de quem aparece com imagem positiva, correspondido por Rizk. O famoso beija-mão.

Embromation
O site do governo diz que os dois conversaram sobre o assunto preferido de Hartung hoje, liderança, e ainda a importância do uso de ferramentas gerenciais, história e relevância da OAB-ES, e atual conjuntura socioeconômica do País. Papo “animado”, só que não?

Saída honrosa
A coluna do jornalista Cláudio Humberto, replicada em vários veículos do País, trata nesta terça-feira (4) do pesadelo do senador Magno Malta (PR). Os amigos estariam buscando uma saída honrosa para Magno, que, por sua vez, depois de esnobado para um ministério, adoraria ser embaixador do Brasil em Israel. Mas Bolsonaro, de novo, tem outros planos: quer enviar um diplomata de carreira. 

Esperança
O jornalista diz, ainda, que o senador ainda tem alguma esperança de sobrar algo pra ele no primeiro escalão. Se não for possível, mesmo, pode ser convidado a presidir a estatal da Comunicação EBC. Putz! Já pensou?

Dossiê
Cláudio Humberto lembra que Magno foi “fritado pelo entorno de Bolsonaro e teve até dossiê da área militar” contra ele. Já o amigo do senador e que tem berrado por ele não ter sido anunciado no Ministério da Cidadania, pastor Silas Malafaia, confirmou à Revista Época que a bancada evangélica do Congresso Nacional também colocou o pé na porta.

PENSAMENTO:
“Faz bem ao amigo para que o segures, e ao inimigo para que o captes”. Benjamin Franklin

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