Protagonista

Três meses após ser alvo de protestos na Assembleia, lá vem Damares Alves. Desta vez, com tapete rosa

Três meses após uma visita que causou turbulência no mercado político e forte reação dos movimentos populares no Estado, lá vem a Vitória, de novo, a ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. Na primeira vez, indicada pelo deputado estadual Lorenzo Pazolini (sem partido) para receber a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa, foi alvo de protestos barulhentos contra a política que propaga à frente da pasta do governo Jair Bolsonaro e de avisos de que não era bem-vinda. Agora, convidada pelo presidente da legenda no Espírito Santo, Carlos Manato, será a protagonista do primeiro encontro estadual do PSL Mulher, no próximo no sábado (31), às 9h, no auditório da Associação dos Militares (Aspomires-ES), em Bento Ferreira. Se nada sair dos trilhos, do aeroporto até lá, desfilará tranquila por seu tapete rosa, ao lado da deputada federal Soraya Manato (PSL).

Confete x vaia
A homenagem a Damares em maio foi dividida, de um lado, por deputados afoitos em jogar confete no governo Jair Bolsonaro e, por outro, em vaias e gritos de protestos vindos da galeria da Assembleia. Como “estragaram” sua festa, Pazolini “perdeu a linha” e reagiu muito mal, dizendo que os manifestantes eram “a favor da pedofilia”. 

Juntos e misturados
Mas nada disso não foi suficiente para desviar o foco do histórico polêmico - para não dizer outra coisa – da ministra, que é ex-funcionária do ex-senador Magno Malta (PL), o padrinho político de Pazolini, que, por sua vez, é assediado pelo PSL para ser candidato a prefeito em Vitória.

Piada pronta
Por falar em PSL, o deputado estadual Capitão Assumção, o mais exagerado dos exagerados na defesa ao presidente, disse o seguinte na sessão desta segunda-feira (26) da Assembleia: “Jair Messias Bolsonaro é o patrocinador da democracia, das liberdades individuais e da liberdade de imprensa”. Ah, tá bom!

Tabuleiro 2020
O deputado estadual Marcelo Santos (PDT) se reuniu, dia desses, com a executiva estadual do PV. Na mesa de debate, as eleições de 2020 em Cariacica, onde ele tem reduto eleitoral. O prefeito Juninho (Cidadania) segue mal das pernas e Marcelo tem liderado as movimentações para a disputa. Resta saber quem será, de fato, o “cabeça” de chapa.

No páreo
Também no município, o vereador André Lopes lançou seu nome para presidente do diretório do PT. Diz que pretende, assim, renovar o partido em Cariacica. Ele apoia a candidatura para executiva estadual da candidata ao governo pelo PT em 2018, Jackeline Rocha, que disputará contra o deputado federal Helder Salomão, ex-prefeito de Cariacica. As eleições internas municipais serão no próximo dia 8.

Corda esticada
A crise entre os servidores de Marilândia e o prefeito Geder Camata (PSDB) só piora. Depois da instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com consequente pedido de afastamento do prefeito, funcionários públicos foram flagrados atuando em obra particular de uma igreja. Nos dois casos, a associação dos servidores efetivos do município teve atuação determinante.

Mão amiga
A CPI, aprovada por unanimidade, foi alvo de discurso no plenário da Assembleia Legislativa na última semana, em defesa de Geder e com acusações à Câmara de Vereadores. Quem abordou o assunto, como não poderia deixar de ser, foi o deputado estadual e presidente do ninho tucano no Estado, Vandinho Leite, correligionário do prefeito.

Loteamento
A diferença da investigação em Marilândia das outras já levadas ao plenário da Casa – Itapemirim e Brejetuba – é que não foi provocada por um grupo de vereadores, mas sim por essa associação, que acionou a Justiça contra Geder, acusado de improbidade e crime de responsabilidade, decorrentes da desvalorização das categorias para favorecimento de cargos comissionados, que teriam sido loteados após as eleições de 2016. 

Retaliação
Tão logo foi aberta a CPI, mais um capítulo: a associação denunciou, também na Câmara, “abuso de autoridade e assédio moral praticado contra servidor público efetivo, como forma de retaliação”. Não suficiente, agora surgiram as obras da igreja. Esse conflito, pelo visto, vai longe...

PENSAMENTO:
“Onde há alturas, há grandes precipícios”. Sêneca

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