PSL segue cenário nacional e elege a maior bancada na Assembleia Legislativa

Capitão Assumção, um dos participantes da greve da Polícia Militar, integra a bancada do PSL

De inexpressivo no início da campanha presidencial, o PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, que disputa o segundo turno com Fernando Haddad (PT), elegeu quatro deputados estaduais nas eleições desse domingo (7) e passa ter a maior bancada na Assembleia Legislativa no Estado, desbancando siglas tradicionais como o PSDB e MDB.

Esse crescimento não ocorre só no Estado. Foi registrado em todo o País, com aumento do número de candidatos eleitos aos legislativos estaduais e federal de 16, em 2014, para 76 em 2018, colocando-o como o terceiro partido em volume de representantes nas assembleias estaduais.

Outro dado de destaque é a representação dos policiais na Assembleia que toma posse em 1º de janeiro, a maioria da bancada do PSL. O delegado da Polícia Civil Danilo Bahiense, Capitão Assumção e o Coronel Alexandre Quintino, além do radialista Torino Marques, formam a bancada do partido.

O Capitão Assumção foi apontado como um dos líderes da greve da Polícia Militar de 2017, que confrontou com o governo do Estado, resultando em várias prisões de militares, inclusive a dele. Já o coronel defendeu, na imprensa, a legitimidade do movimento.

Outras bancadas que cresceram foram as do PRP, com a vitória de outro delegado da Polícia Civil, Lorenzo Pazolini, que se junta ao reeleito Dary Pagung; PSDB, com os novatos Vandinho Leite e Emílio Mameri; e o PV, por meio de Luciano Machado e Marcos Garcia.

O PSB manteve o mesmo número de representantes, Bruno Lamas e o mais votado, Sergio Majeski, o mesmo registrado com o PRB, com a vitória de Erick Musso e Hudson Leal, todos reeleitos.

Já o MDB, que já foi dono da maior bancada no legislativo estadual, ficou com dois reeleitos, Dr. Hércules e José Esmeraldo. O PT perdeu os deputados Nunes e Padre Honório e elegeu apenas um nome, Iriny Lopes.  

O PP ficou com Renzo Vasconcelos, o DEM com Theodorico Ferraço (reeleito), enquanto o deputado Enivaldo dos Anjos permanece no PSD.

Os demais partidos com representantes na Assembleia são DC, Euclério Sampaio (reeleito), PMN, Janete de Sá (reeleita), PPS, Fabrício Gandini; PDT, Marcelo Santos (reeleito); Pros, Raquel Lessa (reeleita); Patriota, Rafael Favato (reeleito); Avante, Carlos Von;  Rede, Alexandre Xambinho e PTB, Adilson Espíndula. 

Dos eleitos, 17 integram a aliança que elegeu o próximo governador, Renato Casagrande (PSB).

 

2 Comentários
  • Alexandre , terça, 09 de outubro de 2018

    Peço desculpas, mas, cabe correção quanto a uma afirmação: o PSB diminui, saindo de uma bancada de três parlamentares na Assembléia Legislativa (Lamas, Majeski e Freitas) para dois, considerando a não reeleição do Deputado Freitas. Quanto ao crescimento principalmente do PSL, esse é um fenômeno já ocorrido com Collor, que assim como o candidato a presidência, Jair Bolsonaro, surgiu como o salvador da pátria em um momento em que o país vivia altos níveis de corrupção e uma hiperinflação escorchante. Vamos aguardar se assim como na história presidencial narrada, os tempos atuais e futuro serão de consolidação ou declínio.

  • magno pires da silva , terça, 09 de outubro de 2018

    manifesto minha opinião assim como o Alexandre falou acima. O fenômeno novo não é o declinio do PSDB e do PMDB. A situação política-social-economica do País levou ao ressurgimento do "pensamento fascista e totalitário de direita", que se expressou nos votos dados ao tal "boçal-ordinário",que ressurge na política brasileira, tal como surgiu na Alemanha Pré-Nazista. Hitler fundou o Partido Nacionalo Socialista, apresentou-se como o "Salvador da Pátria" diante de um povo alemão que sofria ainda os horrores da primeira guerra mundial, estava em hiper-inflação e alto desemprego. Hitler foi eleito pelo povo alemão, depois que chegou ao poder,. aplicou o "auto-golpe", fechou o congresso e se transformou no ditador nazista-fascista e foi o responsável pela página mais trágica da historia da humanidade. A segunda guerra mundial, os campos de concentração, a morte de milhões de judeus, o discurso e a prática na busca da "raça ariana perfeita", etc. Estamos vendo com o discurso do Bolsonário e os pronunciamentos do seu vice general beltrão, que defende "branqueamento do povo brasileiro" "uma nova constituição feita sem povo por um conselho de notáveis", o fim dos direitos trabalhistas como o '13.salário e o abono das férias, e mais defendeu explicitamente o "auto-golpe" e o próprio candidato a presidente, já afirmou que no Brasil o que resolve é a ditadura e que o mal da ditadura foi só ter torturado e não matado todos os "esquerdistas". Já nos dizia KARL MARX, na trajetória da civilização humana, "...a história se repete, ora como farsa ora como tragédia". O Brasil já teve um "!Salvador da Pátria-Collor de Mello" e todos nós sabemos no que deu. A humanidade já teve seus "Salvadores da Pátria-HITLER,MUSSOLINI,-FRANCO,SALAZAR" e sabemos também no que deu. Será que o povo brasileiro vai querer repetir esta tragédia com o tal BOLSONARO? Primeiro, que o nosso PAI ZAMBI nos livre desta tragédia, segundo que o povo brasileiro tenha consciência da consequência de suas escolhas. A SITUAÇÃO É MUITO GRAVE! IOu escolhemos a CIVILIZAÇÃO ou a BARBÁRIE!

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