Psol deve centrar esforços para eleger vereador em Vitória

Camila Valadão é o principal nome eleitoral do partido, que pode ser favorecido com fim das coligações

As novas regras eleitorais com o fim das coligações partidárias nas eleições para o Legislativo são uma esperança para que o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) possa eleger seu primeiro mandato no Espírito Santo nas próximas eleições municipais. A capital Vitória, onde o partido possui maior organização e votação, deve ser a principal frente em busca desse objetivo.

A disputa para a Câmara Municipal promete ser ainda mais acirrada com as nova regras. Em 2016, a assistente social Camila Valadão foi lançada praticamente como única candidata do partido ao Legislativo da capital, concentrando os votos e sendo a quinta mais votada em Vitória, com 3,7 mil votos, mas ficando de fora pelo fato do partido não ter alcançado o coeficiente eleitoral. Para este ano, ao contrário, a expectativa é de lançar o maior número possível de candidaturas de pessoas que tenham alguma densidade eleitoral, fortalecendo a chapa do Psol para tentar alcançar a legenda.

Camila provou a consistência eleitoral em 2018, alcançando mais de 16 mil votos para deputada estadual, patamar próximo das principais candidaturas de esquerda no Estado. A população de Vitória contribui com 5,3 mil desses votos, ampliando ainda mais o possível eleitorado da militante do Psol.

O outro quadro mais testado eleitoralmente pelo partido é o presidente estadual e advogado André Moreira, que já foi candidato à prefeitura de Vitória e ao governo do Estado. Seria um nome de peso para reforçar a chapa, mas ele se mostra desanimado com a disputa eleitoral, preferindo concentrar energias em outras ações políticas para além da institucionalidade. Assim, a aposta deve ser por novos nomes, seguindo a tendência nacional do partido de apresentar candidaturas que representem a luta de mulheres, jovens, negros, LGBT e outras.

Para a prefeitura, o mais provável é o lançamento de candidatura própria do partido, seguindo a orientação nacional de apresentar candidatos nas capitais brasileiras, para apresentar o programa e a pauta política do partido nos lugares de maior concentração populacional e do debate político, além de ajudar a visibilizar o partido e ajudar a somar votos para as eleições de vereador.

O partido ainda não tem nomes claros e vem avaliando possibilidades, inclusive de pessoas de fora do Psol que possuem afinidade programática e possam ingressar nas fileiras a partir do desafio de uma candidatura. Ou algum militante que embora não tenha densidade eleitoral possa ser considerado como uma possível aposta para o futuro. O mais importante deve ser o alinhamento para defender o programa partidário, já que a prioridade será as eleições legislativas.

Para driblar a dificuldade com o financiamento da campanha por conta do Psol não receber  tantos recursos de fundo partidário como outros maiores nacionalmente, a estratégia de realização de campanha de financiamento colaborativo deve ser uma aposta que pode ser fundamental para o sucesso nas eleições. O partido acumula bons desempenhos nesse tipo de ação como nas campanhas de Marcelo Freixo no Rio de Janeiro e da própria Camila Valadão no Espírito Santo, que teve uma das maiores arrecadações dentro dessa modalidade. Aliar a militância de rua e das redes é considerada uma estratégia fundamental por Camila diante das adversidades, tanto em termos de recursos financeiros como de mobilização das candidaturas.

O Psol se preparava para as convenções municipais para as próximas semanas, mas os encontros tiveram que ser adiados diante dos cuidados para deter a pandemia do coronavírus. Ainda parece ser cedo para avaliar se a crise provocará impacto significativo no calendário eleitoral, embora a pauta do coronavírus e suas consequências e falhas dos governantes em seu combate podem ser questões que pautem o debate eleitoral municipal.

O partido vem procurando aglutinar propostas nacionalmente para alternativas diante da crise do coronavírus e no embate ao presidente Jair Bolsonaro e suas políticas, o que nos próximos meses poderia gerar frutos a nível local num eleição municipal que tende a ser nacionalizada diante da busca do bolsonarismo e da extrema-direta de ampliar nos municípios o avanço na ocupação de cargos políticos conquistado em 2018.

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
1 Comentários
  • MARCELLO , terça, 24 de março de 2020

    PSOL, PCDOB, PT, ETC É TUDO FARINHA DO MESMO SACO. SÃO OPORTUNISTAS ESQUERDISTAS QUE NADA PRODUZIRAM PARA O BRASIL A NÃO SER LEVAR A SOCIEDADE A UMA PROMISCUIDADE E CORRUPÇÃO MORAL. RESPONSÁVEIS PELA DESVIO DE VERBAS QUE LEVOU O BRASIL A FALÊNCIA ECONÔMICA.

Matérias Relacionadas

'Bolsonaro enfrenta conflito criando um conflito maior', diz Renato Casagrande

Governador do Espírito Santo criticou duramente atuação do presidente diante da crise da Covid-19

Deputado Lorenzo Pazolini se filia ao Republicanos para disputar em Vitória

Entrada do deputado confirma estratégia do partido após mudança de Amaro Neto para Serra

Projeto propõe diminuição de 30% na mensalidade de escolas particulares

Hudson Leal pediu tramitação de urgência para a medida, que valeria durante a suspensão das aulas

Festival Torta Capixaba acontecerá por delivery na Semana Santa

Evento tradicional na Ilha das Caieiras será substituído este ano por entrega em casa do prato típico