Reajuste 'fake' de Gilson Amaro é questionado por servidores municipais

Na tabela salarial proposta pelo prefeito de Santa Teresa, magistério é uma das classes mais prejudicadas

O prefeito Gilson Amaro (DEM) “está ‘dando’ com uma mão e retirando com outra”. O alerta é dos servidores de Santa Teresa, que, em suas redes sociais, nesta segunda-feira (10), afirmam que o aparente reajuste proposto pelo chefe do executivo municipal, na verdade, configura retirada de direitos, principalmente para a categoria do magistério, já tão massacrada com baixos salários, ausência de concurso público e péssimas condições de trabalho.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Santa Teresa está capitaneando a luta e buscando apoio, dentro da Câmara de Vereadores, para que o projeto de lei não seja votado antes de um amplo debate com a sociedade. “Essa tabela precisa ser melhor compreendida, a equipe técnica da Prefeitura precisa explicar melhor os critérios utilizados para defini-la”, afirma a diretoria sindical.

Ao comparar a tabela em vigor desde 2015 e a proposta pelo prefeito, fica claro, evidenciam os servidores, que é grave o retrocesso. Na atual, em vigor, o percentual de aumento entre as onze referências (atualização trienal por tempo de serviço, títulos e formações conquistados) é de 4% e o acréscimo estabelecido para os quatro níveis de escolarização (magistério, graduação, especialização e mestrado) começa com 1,9% e chega a mais de 13% no último nível.

Já Gilson Amaro propõe que, em ambos os casos, referências e níveis, o percentual de acréscimo seja de apenas 1%, prejudicando, assim, os professores com mais tempo de serviços, mais títulos e formação acadêmica mais extensa.

A grande maquiagem que o prefeito fez na tabela é iniciá-la com o piso nacional de R$ 1.598,59 para 25 horas semanais, enquanto a atual tem valor oficial menor. Na prática, porém, os professores recebem a partir do piso, por meio de uma complementação em dinheiro feita em seus vencimentos mensais.

Começar a nova tabela com o piso, mas reduzir drasticamente o percentual de aumento para os níveis e referências mais avançados tem mobilizado toda a categoria para impedir que a proposta seja aprovada.

A matéria deve ser alvo de questionamentos pelos vereadores na sessão desta terça-feira (11), que promete acontecer com presença maciça de servidores e principalmente professores municipais.

O Sindicato afirma ainda que já acumula um histórico de demandas não atendidas junto à gestão de Gilson Amaro e de questionamentos quanto ao número de cargos comissionados, que consideram ser muito elevado, quando comparado, proporcionalmente, a outros municípios capixabas. Concurso público e um plano de cargos e salários que realmente valorize o funcionalismo público local estão na pauta, ainda não atendida.

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