Recado das urnas

Senadores capixabas derrotados no pleito: além das saídas de Magno e Ricardo, Rose reduz de tamanho

As eleições deste ano deram um importante recado aos atuais senadores no Estado, veteranos em carreira política. A derrota caiu no colo de todos três: Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB), que buscavam a reeleição, e Rose de Freitas (Podemos), no páreo para o Palácio Anchieta. No caso dos senadores, uma queda brusca, com a marca da virada. Primeiro pelo avanço de Fabiano Contarato (Rede), que passou a ameaçar apenas uma cadeira. Depois, com a arrancada de Marcos Do Val (PPS), consolidada já no final da campanha. Iniciando a eleição como francos favoritos, Magno e Ricardo acabaram desbancados por dois novatos. Não houve Jair Bolsonaro (PSL) que desse jeito para Magno, nem Paulo Hartung, Renato Casagrande (PSB) ou Amaro Neto (PRB) para Ricardo.  Já em relação a Rose, o cenário foi ainda pior. Magno e Ricardo ainda tiveram votos, respectivamente 611,2 mil e 480 mil, enquanto Rose foi só despencando, saindo do pleito em quarto lugar, com apenas 105,7 mil votos. Ao contrário dos dois, continua com sua cadeira garantida em Brasília, mas sai das eleições 2018 com tamanho pra lá de reduzido. Que os capixabas cansaram, está claro, mas três de uma só vez...quem diria!

Não vingou
Rose começou o pleito com toda condição de assumir o embate com o governador eleito, Renato Casagrande (PSB), mas se perdeu na campanha. De segunda colocada, caiu para terceiro, atrás de Carlos Manato (PSL), e foi ultrapassada ainda pela candidata do PT, Jackeline Moraes: uma novata, em um partido muito desgastado, e que entrou aos 45 minutos do segundo tempo na disputa. 

Contramão
Já em relação a Magno, ele fez caminho inverso dos aliados da linha de frente do presidenciável Jair Bolsonaro no País, vitoriosos em seus estados. E o senador não era qualquer aliado...foi anunciado como “vice dos sonhos” de Bolsonaro e coordenou sua campanha, substituindo-o em agendas por vários estados no período em que o capitão ficou internado.

Sem efeito
Ricardo Ferraço, por sua vez, diante das ameaças de última hora, colocou Amaro Neto (PRB), o campeão (180 mil votos) à Câmara, em sua campanha. O apresentador de TV gravou vídeo, pediu votos, mas não adiantou. Depois veio Hartung, nada. Ricardo já tinha o reboque de Casagrande, também eleito, que não ajudou a reverter o quadro.

Ops!
Por falar em Rose, na porta da seção eleitoral, na manhã deste domingo (7), ela pensou alto: "Ixi... esqueci o número do meu candidato a deputado federal". Olhou ao redor, chamou um assessor, cochichou o nome do candidato no ouvido. Ele buscou na internet pelo celular e lhe disse. "É muito número", justificou a senadora. Da próxima vez, é melhor Rose levar a famosa "colinha"...

Colada
Já na votação de Casagrande, na Escola São Domingos, em Vitória, entre a comitiva prestigiada por ele, quem não mediu esforços para aparecer nas fotos ao lado do futuro governador foi a eterna braço direito do prefeito Luciano Rezende (PPS), Lenise Loureiro (PPS), candidata à Câmara Federal. Como era esperado, ela ficou pelo caminho.

Colado
Também marcou presença ao lado de Casão, o instrutor da Swatt, Marcos do Val (PPS), colocado debaixo do braço por ele nesses últimos dias de campanha eleitoral, atrás de uma nova surpresa no pleito. E deu certo!

Passou a meta
Amaro Neto passou todo o processo eleitoral cotado como um dos mais votados à Câmara dos Deputados, mas não quis antecipar a vitória ao votar na manhã deste domingo, na Escola São Domingos. Perguntando se teria uns 150 mil votos, respondeu: não, não, sou muito humilde. Só quero ficar entre os dez”. Mas acabou com mais ainda: 180 mil e a primeira colocação, com folga. 

Dobradinha
Voltando na disputa ao Senado, o deputado estadual Sergio Majeski (PSDB), diante das pesquisas da véspera da votação, publicou em suas redes sociais: “Por puro pragmatismo e por uma boa causa (se é que me entendem), Senado: Contarato 181 e Do Val 234. Oportunidade única!”. As mesmas lógicas e táticas fora utilizadas por outros eleitores. Funcionou.

Nova roupagem
Majeski, aliás, foi o campeão de votos à Assembleia Legislativa. Como se sairá como situação e não oposição? O deputado ganhou terreno fazendo oposição qualificada ao governador Paulo Hartung.

PENSAMENTO:
“A voz da razão é baixa, mas, persistente”. Sigmund Freud

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