Reeleitos x novatos

Comando da Assembleia: depois de Erick Musso, entra em campo Renzo Vasconcelos (foto)

As movimentações para o comando da Assembleia Legislativa a partir de 2019 parecem que estão meio frias, mas já provocam faíscas. O que dizem, nos bastidores, é que se estabeleceu uma disputa entre os reeleitos e os novos deputados, que representam fatias iguais do bolo: 15 x 15 cadeiras. Do primeiro grupo, não é novidade, se articula desde o resultado das urnas de outubro, o atual presidente, Erick Musso (PRB), que não quer deixar a função. Parecia já em situação confortável, quando então surgiu o interesse do empresário e ex-vereador de Colatina, Renzo Vasconcelos (PP/foto), o terceiro mais votado este ano (42,3 mil). Para colocar gás no seu nome ou, se não vingar, em outro do mesmo bloco, ele convidou alguns eleitos para um almoço nesta quinta-feira (8). Os comentários são de que Renzo sabe mexer no tabuleiro e defende a tendência de renovação no cenário político. Caso as conversas avancem e permaneça a condução do processo internamente, sem as mãos pesadas de fora, a delimitação do terreno pode ficar pra lá de disputada. Um possível obstáculo para os planos de Erick, aliado de Paulo Hartung, mas que já acena para Renato Casagrande (PSB).

Cobiçado
Nessas articulações, um bloco disputado é do PSL, a maior bancada da Asssembleia, com quatro parlamentares novatos. O partido fez composição com o PRB, de Erick, mas há quem aposte que essa questão pode ficar pra trás na mesa de negociação. 

Cobiçado II
Depois vem o PSDB, com três. Um novato, Dr. Emílio Mameri, um reeleito este ano, Marcus Mansur, e Vandinho Leite, que já ocupou a Assembleia lá atrás. 

Matemática
A questão é como será a votação, se em bloco ou fracionada. Em bloco, só aí pra cima seriam sete votos. 

Quase unânime
Lembrança: Erick, também novato na época, foi eleito presidente da Assembleia com 28 dos 30 votos, após articulação de Hartung, o que impediu mais um período de comando para o experiente Theodorico Ferraço (DEM).

Interesses
Em meio aos anúncios do secretariado de Casagrande, uma constatação de lobby na área ambiental, que teria participação de empresas de consultoria e a conhecida ES em Ação, gerou reações. A movimentação seria para manter Sergio Fantini de Oliveira à frente do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema).

Contrários
Nem os servidores da autarquia, ligada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Seama), nem as entidades da área concordam em continuar com os atuais gestores. Isso inclui Sérgio Fantini e o atual secretário, Aladim Cerqueira. Razões óbvias: o setor vai de mal a pior, com os favorecimentos de sempre às poluidoras.

Repeteco
Aliás, até agora, dos cinco nomes anunciados por Casagrande, só Luiz Paulo Vellozo Lucas não integrou a gestão passada do socialista. Ele assumirá o Instituto Jones dos Santos Neves.

Guerra
A polêmica em Aracruz com o presidente da Câmara, Alcântaro Filho, ganhou mais um capítulo. A Justiça teria suspendido sua expulsão da Rede Sustentabilidade porque ele não teve oportunidade de defesa. Nas redes sociais, o vereador continua atribuindo o fato ao seu voto no presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Já a Rede...

Guerra II
...nega que seja “apenas o apoio”, afirma que ele vem descumprindo há muito tempo o estatuto do partido, e que reuniu provas “contundentes” de infidelidade partidária.  O Elo Aracruz critica ainda a “promoção pessoal e ideológica religiosa” de Alcântaro pela exploração de temas como os direitos das crianças. O partido não requereu ainda o mandato do vereador.

PENSAMENTO:
“A perplexidade é o início do conhecimento. Khalil Gibran

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