Renato Casagrande leva a disputa ao governo com 55,35% dos votos

O ex-governador manteve a liderança desde o início da campanha, liquidando a fatura no 1º turno

Quatro anos depois de perder a reeleição para o governador Paulo Hartung, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) garante o retorno ao Palácio Anchieta, com a vitória em primeiro turno nas eleições deste ano. Com 55,35% (999,5 mil) votos, ele confirma a liderança nas pesquisas de intenção de votos e supera o segundo colocado, Carlos Manato (PSL), que obteve 27,44% (492,5 mil), mais que o dobro do previsto em pesquisas eleitorais realizadas na véspera da votação, neste domingo (7).

A senadora Rose de Freitas (Podemos), que havia sido deslocada da segunda para a terceira colocação, acabou atrás ainda da candidata do PT, Jackeline Rocha, que marcou 7,31% (131 mil). Rose alcançou 5,5% (99,7 mil).

Já o empresário Aridelmo Teixeira (PTB) foi votado por 3,2% (58,4 mil) do eleitorado capixaba e o advogado Andre Moreira (Psol) 1,16%(21 mil). Brancos somaram 5,18% (110,3 mil), Nulos 7,92% (196 mil) e Abstenções 19,38% (512 mil).

Renato Casagrande retorna ao governo aos 57 anos, numa campanha eleitoral que lidera desde o início, em agosto, com o slogan “para o Estado voltar a crescer”, com o foco de restabelecer o diálogo com a população, uma postura inversa à gestão de gabinete do governador Paulo Hartung.

O engenheiro florestal e bacharel em Direito comandou o Estado de 2010 a 2014, quando foi derrotado pelo atual governador. Até então aliados, Hartung construiu sua campanha colando em Casagrande a marca de péssimo gestor que quebrou o Estado. Ao assumir novamente o governo, Hartung não poupou críticas ao antecessor, para se apresentar como o governo que recuperou as finanças do Estado.    

Rompido politicamente com Hartung, Renato Casagrande começou a sedimentar o caminho que o levaria de volta ao governo, fixando seus movimentos nas prefeituras do interior. Sem mandato, ocupou a secretaria-geral do PSB e a presidência da Fundação João Mangabeira, órgão de formação política do partido.

Em julho, enquanto o enquanto o bloco do governo ainda estava indefinido quanto à candidatura à reeleição do governador Paulo Hartung (MDB), Casagrande já se articulava com 11 partidos, número ampliado para 18, depois da desistência do governador, que causou esfacelamento do seu grupo. Fortalecido, Casagrande conseguiu se articular com as principais forças políticas, principalmente no interior, isolando o governador Paulo Hartung.

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