Rose de Freitas diz que reforma da Previdência é 'uma urgência que o país pede'

Parlamentar evitou se posicionar mais claramente sobre a proposta, que chegou ao Senado nessa quinta

Ao contrário dos senadores Fabiano Contarato (Rede), que se mostrou contrário ao texto, e Marcos do Val (PSB), favorável, a senadora Rose de Freitas (Podemos) considerou nesta sexta-feira (8) a reforma da Previdência como “uma urgência que o país pede”, mas preferiu adotar uma posição cautelosa, evitando se posicionar mais claramente. 

A reforma foi aprovada na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (7), em meio a denúncias de compra de votos via liberação de recursos para emendas parlamentares e protestos de entidades de classe de trabalhadores, sobre quem recairão as maiores perdas. 

“Não há um prato pronto, uma proposta pronta”, assinalou Rose, ao comentar o projeto do governo, que já começou a tramitar Senado Federal. A parlamentar complementa: “Como está, realmente, não é o pensamento de todos os parlamentares”.

O texto da reforma foi entregue ao Senado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nessa quinta-feira (8), sendo recebido pelo presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP), que afirmou que a proposta não será analisada de maneira afobada. A afirmação reforça a esperança de deputados da oposição de que o Senado possa revisar alguns pontos, reduzindo as perdas, o que obriga uma nova votação na Câmara.   

Rose de Freitas, que participou do ato de entrega da proposta no Senado, afirma que “a reforma chega com texto construído com um consenso possível para ajustar um caminho que livre o país das dificuldades da nossa economia. Com o objetivo de trazer de volta a expectativa de retorno ao desenvolvimento. E a capacidade do retorno da oferta de investimentos e empregos". 

A senadora, no entanto, faz uma ressalva: “Aqui é outra casa e vamos recomeçar o debate e todos os espaços para audiências públicas e propostas devem estar, prioritariamente, na pauta, na ordem do dia. Não tem como dizer que a reforma é a favor do cidadão e da cidadã se (de fato) não for”, explicou. Ela avalia que “não há um autor da proposta, a não ser o entendimento da urgência que o país pede”. 

Para ela, "o que é preciso fazer pelo Brasil não está no texto da reforma da Previdência, não está no da reforma Tributária e nem no texto do pacto federativo. Está na soma dos poderes Legislativo e Executivo com a sociedade. Isso é fundamental”.

De acordo com Davi Alcolumbre, os prazos regimentais serão seguidos e o calendário para a análise do texto será construído em conjunto com os líderes partidários. O presidente informou ainda que os senadores devem votar a reforma entre 45 e 60 dias e, ao mesmo tempo, garantir que todos os parlamentares, favoráveis e contrários à proposta, tenham a oportunidade de se manifestar durante o debate.

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