Rose de Freitas: 'só terá segundo turno se for entre mim e Casagrande'

Apesar da queda para o terceiro lugar, senadora acredita que pesquisas não refletem realidade do interior

A senadora e candidata ao governo estadual, Rose de Freitas (Podemos), votou por volta das 11h40 na Escola Municipal José Áureo Monjardim, no bairro Fradinhos, onde reside em Vitória. Acompanhada de uma de suas filhas e do candidato a vice da chapa, Dr. Tanguy (Podemos) e sua  família.


Foto: Vitor Taveira

Rose alegou dificuldades na campanha por conta de não ter podido se licenciar do Senado, onde ainda segue trabalhando, com relatórios e sessões.  Apesar de ter mantido o segundo lugar durante quase toda campanha, as últimas pesquisas apontam que ela figura na faixa dos 10% dos votos e foi ultrapassada pelo deputado federal Carlos Manato (PSL). Mas o cenário indica decisão ainda no primeiro turno, com vitória do ex-governador Renato Casagrande (PSB).

A senadora lembrou que nas eleições de 2014, até o dia da votação, muitos não acreditavam que ela pudesse se eleger.  “Aqui no Estado só terá segundo turno se for entre mim e Casagrande”, disse enfática.

Considerada uma política municipalista, com força no interior do Estado, ela alegou que a maioria das pesquisas se resume a poucos municípios e pode não refletir o real voto do interior. “Espero que tenha segundo turno, para que a gente possa aprofundar nossas ideias e fazer nossas exposições , dizer o que pensamos. O Estado precisa mudar. Vemos a situação de alerta que o Brasil passa e não sabemos se o que vai vir das urnas vai dar conta de enfrentar o que o Brasil está vivendo”.

Sobre o cenário nacional, Rose de Freitas disse que “o Brasil nunca viveu uma eleição como essa, em que muitas ideologias e expectativas podem ficar fora do segundo turno”. Sem citar diretamente nomes ou siglas, ela criticou a corrupção atual e a falta de cuidado com questões fundamentais como saúde educação e segurança. Mas também lembrou de seu passado como opositora do regime militar. “Fui uma pessoa que sofri muito com a ditadura, temo muito pelo militarismo, não vou esconder isso. Espero que o Brasil não pense nem de longe no que possa ser uma ameaça a qualquer tipo de liberdade que a gente arduamente conquistou”.

Na seção eleitoral, Rose cumprimentou eleitores, falou com jornalista e ainda encontrou por coincidência com o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PPS), candidato a deputado federal, que também mora na região e acabara de votar.

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