Sedu municipaliza três escolas em Guarapari sem consulta à comunidade

Decisão, imposta no apagar das luzes do governo, impõe o caos na vida de alunos, familiares e professores

A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) conseguiu, no apagar das luzes do Governo Paulo Hartung, provocar o caos na vida de alunos, familiares e professores de mais três escolas até então sob sua gestão.

As escolas Joventina Simões, Escola São José e Celita Bastos, em Guarapari, serão municipalizadas, sem que tenha havido qualquer diálogo com suas respectivas comunidades escolares, o que contraria preceitos constitucionais.

As crianças terão que ser transferidas para outras unidades, mas ainda não sabem onde exatamente estudarão no próximo ano letivo. A Prefeitura garantiu que todas as matrículas serão efetivadas.

Segundo denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Espírito Santo (Sindipúblicos/ES), os profissionais que atuam na Joventina Simões correm risco de demissão e sequer tiveram tempo hábil para buscar outras vagas nos processos seletivos abertos no final de ano. Isso devido o anúncio da municipalização ter acontecido apenas na segunda quinzena de novembro.

As comunidades escolares chegaram a redigir um abaixo-assinado, defendendo que “tendo vista o respeito à comunidade escolar em primeiro lugar e sabendo que na atualidade o modelo de gestão participativo está em voga, tratando-se de um processo que claramente deve ser democrático e respeitoso, solicitamos que toda comunidade escolar seja respeitada, priorizada, incluída, ouvida e faça parte do processo de negociação de uma possível municipalização da EEEFM Joventina Simões, e que seja feito de forma gradativa, clara e inclusiva para todos”.

O documento destaca o “resultado positivo do trabalho pedagógico, identificado através das altas taxas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o que traz a certeza de um ensino de qualidade”, como um dos argumentos para a manutenção do funcionamento atual das escolas.

A gestão da Educação de Paulo Hartung, nesses quatro anos, deixou um rastro de destruição em mais de uma centena de escolas de norte a sul do Estado, na cidade e, principalmente, na Educação do Campo. Destruição escondida debaixo do tapete de um projeto apócrifo de Escola Viva.

E sequer a aplicação do percentual mínimo de 25% do orçamento estatal em Educação foi cumprido, segundo denúncias seguidas do deputado estadual Sergio Majeski (PSB). Uma “herança” pesada para o próximo governo remediar.

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