Sem reações

Vandinho fez tanto barulho nas redes e na imprensa, mas na hora do vamos ver em plenário, só deu Iriny

A deputada estadual Iriny Lopes (PT) repetiu no plenário da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (10), o discurso divulgado há três dias em nota oficial (não havia mais sessões na semana) contra a medida de oito parlamentares da Casa para barrar suas indicações para concessão do título de cidadão espírito-santense ao ex-deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) e ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. Na esteira do escândalo revelado pelo The Intercept envolvendo o ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, e o coordenador da operação no Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol, Iriny aproveitou para acrescentar às críticas feitas ao movimento dos colegas, que considera injustificável e desrespeitoso”, que “as máscaras estão caindo". Depois dela, estavam inscritos para a Fase de Comunicações do plenário, nesta ordem: Lorenzo Pazolini (sem partido), Vandinho Leite (PSDB), Carlos Von (Avante), Tourino Marques (PSL) e Marcos Mansur (PSDB). Todos declinaram, apesar de integrarem o grupo, que tem ainda Euclério Sampaio (sem partido), Capitão Assumção (PSL) e Danilo Bahiense (PSL). No caso de Vandinho, o único ainda a pedir boicote às homenagens em seu Facebook. Ué, depois de tanto barulho nas redes sociais e na imprensa... 

Quanta diferença...
Na última quinta-feira (6), Vandinho publicou no Facebook: “Desde já fica a minha revolta com essa homenagem sem pé nem cabeça e peço aos meus amigos deputados que a boicotem. Estes dois praticamente nunca pisaram em solo capixaba e tampouco fizeram algo pelo nosso estado. É dinheiro público jogado no lixo. Vou trabalhar para barrar isso na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça]!”. A conferir, cenas dos próximos capítulos!

Dois pesos, duas medidas
A propósito, silêncio dos deputados também sobre o escândalo. A tropa do PSL nada disse, nem os demais. Capitão Assumção, bom lembrar, indicou Sergio Moro para receber o mesmo título que é alvo de polêmicas pelas indicações de Iriny.

‘Casalzão’
Repercute mal entre a população de Linhares, norte do Estado, as contratações do deputado federal Felipe Rigoni (PSB), que é do município, divulgadas em A Gazeta nesse domingo (9). Um cargo é de Victor Casagrande, filho do governador Renato Casagrande, o outro da sua namorada, Ingrid Lunardi, ambos com salários de R$ 14,4 mil. O pessoal de lá quer saber: cadê a nova política e o processo seletivo do gabinete?

‘Casalzão’ II
O fato de Victor trabalhar com Rigoni não é novidade desde a diplomação, no início deste ano, mas só agora gerou tamanho incômodo. Já o abrigo à namorada ainda não havia sido revelado. Primeiro deputado cego do País, eleito como surpresa do pleito e com a marca dos movimentos de renovação política, a notícia pegou Rigoni pela contradição. O deputado tem sido cobrado também nas redes sociais e responde com uma nota oficial.

‘Casalzão’ III
Rigoni alega que conheceu Victor, seu chefe de gabinete em Vitória, em 2013, no Movimento Empresa Júnior, em São Paulo, e que ele atuou na campanha "mobilizando multiplicadores". Já Ingrid em 2015, no mesmo movimento, e que ela foi coordenadora-geral de sua campanha e hoje é chefe de gabinete em Brasília. Está difícil, porém, de convencer o pessoal!

100 dias
Em meio a esse clima, o deputado realiza bate-papo em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado) na noite desta segunda-feira (10), na Multivix. Pauta: prestação de contas dos 100 primeiros dias de mandato e os planos futuros.

Em campo
Em agendas no Estado com Casagrande, o secretário especial do Ministério da Cidadania, Lelo Coimbra (MDB), circulou a tiracolo com sua candidata à presidência do MDB em Vitória, a ex-deputada estadual Luzia Toledo. A disputa, como se sabe, está na Justiça. O grupo de Lelo concorre com o do ex-deputado federal Marcelino Fraga, ligado ao governador.

Começou cedo
Está aberta a temporada de homenagens na Assembleia Legislativa. Além das polêmicas indicações para concessões de comendas e títulos, toda semana sobram gracejos a diversos setores da sociedade, a depender do interesse dos deputados. Já dá até pra perder a conta.

Começou cedo II
Só nesses dias, quase 100 pessoas. Iriny Lopes (PT) realizou, na sexta-feira (7), sessão solene em comemoração aos 30 anos do Sindicato dos Técnicos Industriais (Sintec-ES); na noite desta segunda será o dia de Marcos Mansur (PSDB) “celebrar” os 109 anos das Convenções da Igreja Assembleia de Deus (Cadeeso); e nesta terça-feira (11) de Euclério Sampaio (sem partido) homenageia o Dia dos Policiais Civis. 

Topo da pirâmide
Euclério quer muito mais. O deputado apresentou resolução que cria a Comenda de Mérito Legislativo Rubens Mussiello, destinada a advogados, juristas, magistrados e “outros notáveis da advocacia capixaba”. A honraria será entregue anualmente para até 30 profissionais da área, sempre nos dias 20 de junho, Dia do Advogado Trabalhista.

PENSAMENTO:
“Os vícios de outrora são os costumes de hoje”. Sêneca

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