Servidores da Saúde querem resposta do governo sobre reajuste até o dia 12

Assembleia realizada em frente à Secretaria de Gestão aprovou realização de ato no Palácio Anchieta

Os trabalhadores da saúde pública, em assembleia realizada na última quinta-feira (17) em frente à Secretaria de Gestão e Recursos Humanos, cuja sede fica no edifício Fábio Ruschi, em Vitória, aprovaram importantes ações em favor da categoria. A principal deliberação é a exigência de que o governo apresente, até o dia 12 de novembro, o reajuste da tabela dos subsídio (o último foi em 2014), bem como  a correção das distorções salariais desde 2012.

A categoria também aprovou a realização de um ato para o mesmo dia em frente ao Palácio Anchieta, como forma de dar visibilidade à campanha salarial. A proposta do ato foi levada pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde no Estado (Sindsaúde-ES), tendo à frente a presidente da entidade, Geiza Pinheiro. Também integra as ações aprovadas promover uma manhã com atividades culturais no Centro de Vitória. 

Ainda em relação à campanha salarial, foi aprovada a participação em ato conjunto com os demais sindicatos de servidores públicos nesta quinta-feira (24). Mobilização que vai cobrar do governo do Estado o reajuste nos salários e no tíquete-alimentação (com pagamento retroativo) e vale transporte.

A categoria também autorizou o Sindsaúde a negociar os processos coletivos, a fim dar mais agilidade às ações. “A assembleia da campanha salarial mostrou muita disposição de luta por parte da categoria em realizar o enfrentamento com o governo do Estado na busca de melhorias para os trabalhadores em saúde. E vamos à luta”, disse Geiza.

No início deste mês de outubro, os diretores do Sindsaúde-ES iniciaram uma série de assembleias setoriais nos locais de trabalho localizados na Grande Vitória e no interior. Os representantes da categoria já haviam se reunido com o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, mas sem consenso. “Nossa expectativa era de avanço nas pautas, o que não aconteceu. Diante da situação, convocamos a categoria para participar de forma aguerrida das nossas atividades a serem realizadas em resposta ao governo estadual”, adianta o diretor José Reinaldo. 

Segundo ele, não houve nenhuma proposta concreta do secretário sobre o pagamento dos percentuais de insalubridade a toda categoria e o próprio reajuste da tabela salarial, que se encontra defasada. Para José Reinaldo, apesar de dinheiro em caixa, o governo se diz impossibilitado em conceder reajuste este ano em função de legislações de seu antecessor, o ex-governador Paulo Hartung, que engessou o orçamento. 

O atual decreto de insalubridade, homologado no último mandato de Casagrande (Decreto n° 3488-R), impôs restrições ao pagamento do direito. A questão tem gerado insatisfação dos servidores que atuam no hospital Dório Silva, na Serra. No último dia 23, os trabalhadores da farmácia tiveram a notícia de que teriam o adicional de insalubridade cortado. Os diretores do Sindsaúde-ES alertam que a categoria está mobilizada.

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