Servidores do Bezerra de Faria vão parar caso hospital não receba ajuda

Decisão foi votada em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (17)  

Os servidores que atuam no Hospital Antonio Bezerra de Farias, localizado em Vila Velha, aprovaram, em assembleia geral da categoria realizada na manhã dessa quinta-feira (17), uma paralisação caso a Secretaria de Estado da Saúde não intervenha para melhorar a infraestrutura física da unidade e também as condições de trabalho dos profissionais. 

“Se no prazo de dez dias eles não acertarem os nossos problemas de falta de materiais, de profissionais, climatização, dentre outros, nós vamos paralisar os trabalhos a partir do dia 28 de janeiro”, explicou o secretário de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindsaúde-ES), Valdecir Gomes Nascimento.  

O hospital sofre novamente com a falta de infraestrutura, o que, constantemente, tem colocado a vida de pacientes em risco. Ao longo dos anos, os problemas relatados incluem falta de materiais, medicamentos e equipamentos como respiradores; além de estrutura física sucateada e superlotação com leitos improvisados até no chão. 

No final de 2018, o caos tem se instalado com a falta de luvas de procedimento, cateteres, transpore (tipo de esparadrapo) e uma lista de, pelo menos, 19 medicamentos; entre eles, item essenciais como analgésicos, antibióticos, anti-hipertensivos, anti-inflamatórios orais e injetáveis, vitaminas e até remédios usados para conter hemorragias.

A unidade hospitalar, conforme já denunciado por Século Diário há meses, continua sem climatização, pois os aparelhos de ar-condicionado estão quebrados devido ao sucateamento e à falta de manutenção. Pacientes, acompanhantes e servidores têm reclamado diuturnamente do calor excessivo deste verão. 

O Antonio Bezerra de Faria, único hospital público de Vila Velha, está na mira da terceirização, ou seja, de ter a gestão entregue a uma Organização Social, empresa teoricamente sem fins lucrativos contratada pelo Estado. O processo, no entanto, foi suspenso pelo ex-secretário Ricardo Oliveira para ser analisado pela atual gestão de Renato Casagrande. 

Atualmente, quatro hospitais no Espírito Santo são administrados por OSs. Em Vitória, o Hospital Estadual Central, administrado pela Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), e o São Lucas, administrado pela Pró-Saúde; em Serra, o Jayme Santos Neves, que está sob a gestão da Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes); e, em Vila Velha, o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), administrado pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH).
 

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