Sindicato de Servidores do Legislativo vai se unir à Pública em prol de reajuste

Presidente do Sindilegis, Gildo Gomes, também ressalta papel do fórum de servidores da Assembleia

Representantes do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado (Sindilegis-ES) devem ser associar à Pública Central do Servidor em ações visando valorização e reajuste linear para a categoria neste ano de 2020.

De acordo com o presidente do Sindilegis, Gildo Gomes, a entidade vai realizar um planejamento estratégico e, entre as propostas previstas, está se unir à Pública Centro do Servidor para ações em conjunto em busca de reposição das perdas salariais acumuladas ao longo dos anos. 

“No ano de 2019, o governador Renato Casagrande [PSB] cedeu muito pouco. Agora, as desculpas acabaram, pois o primeiro ano de mandato já acabou e o Estado não tem problemas financeiros e o tal acordo do governo anterior como o Ministério da Fazenda já expirou”.

Segundo Gildo, assim como os demais servidores estaduais, os concursados e cargos comissionados que atuam no Legislativo capixaba só receberam, este ano, o reajuste linear de 3,5%, concedido em novembro do ano passado, e que passou a vigorar nos contracheques no mês seguinte. “As perdas do último mandato do ex-governador Paulo Hartung até agora chegam a 26%”, ressalta o líder sindical, que completa: “Ao longo dos anos, vamos perdendo nosso poder de compra, o salário só vai achatando”. Segundo estimativas do Sindicato, a Casa de Leis tem 450 servidores efetivos e 1,1 mil em cargos comissionados. 

Gildo também ressalta a necessidade de melhorar a interlocução com o Executivo, tendo como exemplo um fórum de servidores criado na Assembleia Legislativa na gestão do então presidente Theodorico Ferraço (DEM). Foi a resolução 5901 que regulamentou as atividades do oficialmente chamado Fórum Permanente dos Servidores da ALES. A instância foi instituída pelo ato 1896 publicado em 27 de outubro de 2015 pelo deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), que, no ano passado, foi indicado para presidir a instância no biênio 2019/2020.

O líder sindical que a criação do fórum resolveu uma série de problemas e pendências internas ligadas aos servidores, além de acatar pleitos internos como a realização de concurso. “O diálogo livre com a mesa foi aliviando tensões e resolvendo questões travadas como mais de 1,3 mil processos que estavam paralisados. Foi pleito também do fórum a realização de concurso público”. O fórum se reúne a cada dois meses com a participação, além do presidente da instância, do próprio presidente da Casa de Leis, Erick Musso (Republicanos). Tem acento o presidente do sindicato e servidores que desejarem expor suas ideias, sugestões ou reclamações".  

Totalmente satisfeito com a gestão do atual presidente Erick Musso, o Sindilegis chegou a pagar pela publicação de um outdoor agradecendo a atuação dos deputados estaduais, incluindo também, Enivaldo dos Anjos, presidente do fórum de servidores da Ales.

Atuação da Pública

Antes de novembro de 2019, quando Renato Casagrande resolveu conceder o reajuste anual, em outubro do mesmo ano, a Pública Central do Servidor protocolou denúncia no Tribunal de Contas Estadual contra o Estado e o governador devido à negativa em conceder a recomposição inflacionária dos salários dos servidores, descumprindo, assim as Constituições federal e estadual.

A entidade ressaltou, na ocasião, que a inflação do período de abril de 2018 (data do último reajuste) até julho de 2019 se encontrava no patamar de 5,56%, medido pelo IPCA, percentual que é reivindicado para reajuste neste ano de 2019. 

Assembleia geral

Em paralelo à representação ao Tribunal de Contas, os servidores públicos estaduais realizaram, no dia 24 de outubro, a quarta Assembleia Geral Unificada (AGU), reunindo representantes de praticamente todas as carreiras do Estado.

A Assembleia teve início em frente ao TJES, de onde os manifestantes seguiram em passeata até a escadaria da Assembleia Legislativa. No local, deliberaram pela ampliação do movimento que reivindica a recomposição inflacionária. 
 

Leia Também:

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
1 Comentários
Matérias Relacionadas

MPF-ES processa governo por não impedir aglomerações em celebrações religiosas

Governo não respondeu à recomendação nem informou medidas para impedir eventos presenciais

Movimentos criticam medidas do governo para população em situação de rua

Pastoral do Povo da Rua considerou ações para essa população diante da Covid-19 como insuficientes

Projeto propõe diminuição de 30% na mensalidade de escolas particulares

Hudson Leal pediu tramitação de urgência para a medida, que valeria durante a suspensão das aulas

Majeski faz indicações de apoio financeiro para áreas afetadas pelo coronavírus

Propostas são para estudantes, famílias de baixa renda, pequenos empresários e produtores rurais