Sindipetro reivindica medidas de prevenção ao coronavírus à Petrobras

Uma das demandas é manter em atividade somente os funcionários que garantem a produção de petróleo

O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro) encaminhou ofício para a Petrobras reivindicando medidas que possam evitar o contágio do coronavírus entre os trabalhadores e dos petroleiros para outras pessoas. A entidade requer, por exemplo, redução do número de profissionais no ambiente de trabalho, ampliação dos horários das refeições e fornecimento de álcool em gel. 

Na plataforma P-58, no complexo do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, costa do Espírito Santo, há 159 trabalhadores. Ela está acoplada a uma unidade de manutenção de plataforma com 470 pessoas, ou seja, 629 trabalhadores ficam confinados, dividindo o mesmo sistema de ar condicionado, com trocas constantes de petroleiros que utilizam aeronaves para embarque e desembarque. Entre eles, muitos vieram de outros países e estados, podendo desembarcar com a doença. 

Segundo o diretor do Sindipetro, Wallace Ouverney, o sindicato entende que é possível e necessário diminuir o número de trabalhadores na ativa. “Tem que manter embarcado quem realmente vai garantir a produção de petróleo. A gente não quer parar a produção e impossibilitar o abastecimento para a população, mas também garantir a saúde e a vida das pessoas”, explica. 

Wallace afirma que entre os trabalhadores que não necessitam estar na ativa, destacam-se os da equipe de contingência de greve, formada para assumir a produção em caso de paralisação dos petroleiros. De acordo com o sindicalista, como a greve deflagrada por eles recentemente acabou, não há necessidade da equipe. 

Outra reivindicação dos petroleiros, como aponta Wallace, é o aumento da quantidade de profissionais de limpeza, mais álcool em gel, toalha e desengraxante no ambiente de trabalho; realização de palestra com recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre medidas de prevenção ao coronavírus; e ampliação dos horários de almoço e janta para que os trabalhadores não precisem ir todos ao mesmo tempo fazer as refeições. 

Além disso, o Sindipetro solicita o adiamento para daqui a dois meses do serviço próprio de inspeção de equipamentos, que averigua e reforça as condições de segurança de equipamentos como vasos, caldeiras e tubulações. De acordo com Wallace, esse serviço teria início em 30 de março na P-58 e duraria 30 dias. Alguns trabalhos relativos a ele, como o de pintura, já estão sendo adiantados. O diretor destaca que, com o adiamento, os trabalhadores que estão atuando na preparação do serviço podem ser dispensados sem prejuízo nenhum à segurança dos petroleiros. 

Segundo Wallace, as reivindicações são para as plataformas P-57, P-58 e para as afretadas, que prestam serviço para a Petrobras. 

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