Sindipúblicos vai oficializar pedido de reajuste ao governo diante de superávit

Sindicato dos Servidores Públicos defende aumento de no mínimo 3,89%, referente à inflação do último ano

O Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Espírito Santo (Sindipúblicos) vai oficializar ao Governo do Estado um pedido de reajuste que garanta, no mínimo, a reposição da inflação dos últimos doze meses (3,89%), bem como a correção dos valores do auxílio-alimentação. O pedido deverá ser encaminhado à Secretaria de Gestão e Recursos Humanos, cuja sede fica no Edifício Fábio Ruschi, no Centro de Vitória, e ao próprio governador Renato Casagrande. 

De acordo com a entidade, apenas nos dois primeiros meses deste ano, o governo estadual registrou uma receita de R$ 3,07 bilhões, um aumento de 12,9% comparado ao primeiro bimestre de 2018. Descontando as despesas (R$1,88 bi) do período, o governo Casagrande ficou com um superávit de R$1,19 bilhão para realizar investimentos e realizar a correção inflacionária nos salários dos servidores, que estão defasados em mais de 20% diante a períodos sem reajustes e outros com índices menores que a inflação.

“Outro dado que reforça a possibilidade de reajuste salarial está o aumento no pagamento de impostos. De janeiro a março de 2018 foram arrecadados no Espírito Santo R$ 9,35 bilhões, em 2019 foi de R$ 9,61 bilhões, um aumento de R$ 260 milhões. Soma-se a esses valores o acordo realizado entre Estado e a Petrobras que irá realizar o pagamento de R$ 1,5 bilhão à vista referente aos royalties retroativos desde 2016, além de outro montante a ser pago nos próximos cinco anos”, diz notícia publicado no site do Sindipúblicos.

O Sindipúblicos chegou a realizar a conta. Segundo a entidade, tendo em vista as informações da Seger/Portal da Transparência de que o Estado possui 96.362 servidores (ativos e inativos) recebendo ao total R$ 400,7 milhões, o reajuste inflacionário elevaria a folha em R$ 15 milhões/mês. Ou seja, apenas 1,36% dos mais de R$1 bilhão de superávit registrado no primeiro bimestre.

“Com todos esses valores arrecadados e estimados, é inaceitável que o governo se negue a conceder o direito previsto constitucionalmente de revisão salarial. É necessário ainda destacar que a concessão do reajuste salarial contribui ainda diretamente no fluxo econômico estadual, visto que os servidores irão utilizar esses valores em compras de produtos e serviços, o que contribuiria até mesmo na geração de empregos”.

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