Sindsaúde-ES aponta principais problemas do hospital Antonio Bezerra de Faria

Unidade estadual sofre com sucateamento, falta de material e insumos. Objetivo é reivindicar melhorias

O Sindsaúde-ES está listando os principais problemas enfrentados pelos hospitais da rede pública estadual. O Objetivo é utilizar este levantamento na hora de reivindicar as melhorias e investimentos necessários para o governador Renato Casagrande, que inicia sua gestão em 2019.

“Iniciamos pelo Hospital Estadual Antonio Bezerra de Faria, localizado em Vila Velha. A herança deixada por Paulo Hartung é das piores. O ex-governador tinha como estratégia promover o sucateamento da unidade, para posteriormente apresentar a terceirização como sendo a solução necessária. Mas, com muita luta, conseguimos impedir a entrega do hospital para terceirização”, esclarece o secretário de Comunicação do Sindsaúde-ES, Valdecir Nascimento.

Confira a lista com os principais problemas enfrentados pelos pacientes e trabalhadores do Hospital Estadual Antonio Bezerra de Faria

Calor excessivo: a falta de manutenção nos aparelhos de ar-condicionado prejudica o atendimento e causa desconforto para pacientes e servidores. A direção do hospital alega que há contrato de manutenção, mas a situação é crítica e alguns aparelhos estão sempre quebrados. Com a chegada do verão, a situação tende a piorar nas enfermarias, setor de emergência, setor de preparo de medicação e sala de repouso, por exemplo.

Falta de medicamentos e materiais: é comum a falta de medicamentos, entre eles os antibióticos. Houve caso de pacientes que, no meio do tratamento, precisaram mudar de antibiótico porque o que estava sendo administrado acabou. Materiais básicos como álcool em gel também não são repostos de forma correta. Em algumas situações, outros hospitais da rede são acionados para que façam empréstimos de medicamentos e outros materiais.

Falta de profissionais: com o número reduzido de profissionais e as péssimas condições de trabalho, os trabalhadores que atuam no Hospital acabam adoecendo mais. Há registro de momentos em que seis ou sete profissionais precisam dar conta de atender 60 pacientes no corredor, administrando a medicação e checando os sinais vitais.

Restrição na avaliação dos neurocirurgião: como o Hospital Antonio Bezerra de Faria não conta com neurocirurgião, a referência é o Hospital Estadual de Urgência e Emergência. Mas os pedidos de avalização relacionados à neurocirurgia precisam respeitar um horário específico - das 14h às 18h - e devem ser feitos por e-mail, o que retarda o procedimento e pode trazer prejuízos para os pacientes. O Sindsaúde-ES apurou que esta burocracia não é seguida por outros hospitais que precisam requerer avalizações de neurocirurgia no Hospital Estadual de Urgência e Emergência.

Sem ambulâncias à noite: a direção do Hospital Antonio Bezerra de Faria determinou que neste mês de janeiro, a unidade não contaria com motoristas de ambulâncias no período noturno. A situação prejudica os pacientes nos casos que as vagas são abertas durante a noite.

Sucateamento: no pátio do Hospital Antonio Bezerra de Faria são encontrados materiais e peças quebradas, como cadeiras de roda, macas entre outros itens. A falta de manutenção e investimentos fez parte da política excludente adotada pelo governo anterior, que tinha como foco apresentar a terceirização como solução dos problemas.

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