Sucessão em Cachoeiro sinaliza disputa entre família Ferraço e Casagrande

Norma Ayub e Victor Coelho devem polarizar disputa à prefeitura em 2020

As eleições municipais de 2020 em Cachoeiro de Itapemirim, o mais importante polo de desenvolvimento do sul do Espírito Santo, deverão ser marcadas por uma disputa entre candidatos do PSB, partido do governador Renato Casagrande, e da família do deputado estadual Theodorico Ferraço, coordenador do DEM no Estado.  

Com a candidatura à reeleição já colocada no mercado político, o atual prefeito, Victor Coelho (PSB), deverá enfrentar a deputada federal Norma Ayub (DEM), casada com Ferraço, que construiu grande densidade eleitoral nos quatro mandatos como prefeito do município. 

O vice-prefeito, Jonas Nogueira (PP), rompido com o prefeito Victor Coelho, também se encontra em movimentação de pré-campanha, mas as chances são consideradas muito reduzidas nos meios políticos. 

Ele e o prefeito cresceram juntos na política no vazio deixado pelo ex-prefeito Carlos Casteglione (PT), cuja gestão foi mal avaliada, provocando desgaste em seu partido.    

Além deles, aparece um quarto concorrente, Wellington Calegari (PSC), derrotado na disputa para deputado estadual em 2018. Calegari faz parte do projeto do PSL do presidente Jair Bolsonaro, comandado no Espírito Santo pelo secretário-geral da Presidência da República, Carlos Manato, de expansão do potencial eleitoral nas eleições municipais, visando à sucessão ao governo do Estado, em 2022. 

Essa pretensão, no entanto, esbarra na queda dos índices de aceitação do governo federal, como mostram pesquisas de opinião divulgadas na imprensa, em decorrência do despreparo do presidente e de sua equipe. Calegari, apontado como uma das surpresas nas eleições de 2020, é visto atualmente como mais um nome sem chances de vitória.

Nesse cenário, a sucessão passa pelas candidaturas da deputada federal Norma Ayub e do prefeito Victor Coelho. Com um mandato cheio de altos e baixos, com poucas entregas, o prefeito ganhou um novo fôlego com Renato Casagrande no centro do poder.

Esse fato tem peso, quando se considera o projeto de reeleição do governador em 2022, que é sinalizada nas eleições municipais de 2020. A hora, portanto, é agora. E ele segue prestigiado, sendo o segundo prefeito, depois de Luciano Rezende (PPS), de Vitória, a ser recebido no Palácio Anchieta, logo após a posse, em janeiro deste ano. 

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
1 Comentários
Matérias Relacionadas

Presidente do DEM de Cachoeiro é o novo superintendente do Ibama-ES

Indicado por Manato, Diego Libardi é advogado de Ferração e Norma Ayub. Servidores questionam critério

Apesar de isolado, Majeski representa barreira ao projeto de Luciano e Gandini

O crescimento da candidatura de Sergio Majeski à Prefeitura de Vitória é sinalizado no mercado político