Termômetro eleitoral

Cotado para a prefeitura de Vitória em 2020, Lorenzo Pazolini está "bem na foto" nas pesquisas de Vandinho

Sem partido, cobiçado pelo PSL e cotado para disputar a prefeitura de Vitória em 2020, o delegado Lorenzo Pazolini está "bem na foto" perante o eleitorado capixaba. Pelo menos foi o que garantiu, na sessão desta segunda-feira (30) da Assembleia Legislativa, seu colega de plenário e também integrante do "bloco dos independentes", Vandinho Leite (PSDB). A afirmação surgiu durante o debate sobre o veto do executivo ao projeto de Pazolini que institui cobrança, a título de compensação financeira, pelo uso de tornozeleira eletrônica por agressor, preso ou apenado no Estado. O que culminou em críticas à gestão Renato Casagrande feitas por Vandinho, reação do líder do Governo Enivaldo dos Anjos (PSD), e ainda numa fala de José Esmeraldo (MDB) ressaltando a inconstitucionalidade da matéria, com alerta de que o delegado poderá sofrer processo de isolamento na Casa. Foi aí que Vandinho se doeu e resolveu sair em defesa de Pazolini, dizendo que teve acesso a duas pesquisas sobre atuação dos parlamentares e o delegado "está entre os deputados mais atuantes e hoje com maior avaliação nesta Casa". No clima do bate-rebate, voltou ao microfone Enivaldo, para apontar que pesquisa de opinião não registrada não existe e, se existisse, o primeiro lugar seria do Capitão Assumção (PSL), que "teve coragem de enfrentar um tema difícil", com Sergio Majeski (PSB) logo atrás ou empatado com o militar. Assumção ainda não apareceu no cenário da eleição na Capital, mas Majeski já declarou aos quatro cantos que é candidatíssimo. Quem sai na frente, afinal?

Segue...
A situação difícil de Assumção, para Enivaldo, foi a recompensa de R$ 10 mil que ele ofereceu a quem matasse o assassino de uma jovem em Cariacica. A oferta, como se sabe, teve muita repercussão local e nacional e o militar passou a responder a processo interno por quebra de decoro. O líder do governo lembrou que ele e Vandinho compraram a briga de Assumção, mas Pazolini não teve coragem e ficou quietinho, como a maioria dos parlamentares. "Quem age assim não pode estar bem avaliado", provocou.

Capítulo novo
Assumção, aliás, agora já está em outro olho do furação e disparou, na sessão desta segunda, contra sua condenação como o principal incentivador e articulador da greve da PM em 2017. O deputado apontou a sentença como "mentira e falácia" e voltou a defender que a Justiça comum não tem competência para julgar militar. 

Nada mudou
No mesmo dia em que os servidores realizaram mais uma assembleia geral e acenaram para decisão sobre greve no próximo dia 24, o governo Casagrande prometeu, na apresentação do Orçamento 2020, os tão esperado reajuste salarial e ainda concursos público. Mas...tudo ainda no próximo ano, o que não atende às reivindicações. Os servidores exigem aplicação imediata de 5,56% - o acúmulo já é de 26,51%. 

Nada mudou II
Pelo ato desta segunda dos servidores, que teve caixão, banana e pinóquio, o governo parece ainda muito longe de convencê-los com essa estratégia. Até porque, o anúncio de hoje foi só mesmo um anúncio. Nem mesmo valor foi sinalizado.

Pior que está...
Enquanto isso, a reação se fortalece em cadeia. Além da mobilização unificada das diversas categorias do funcionalismo público, cada uma começa a se organizara também individualmente por reajuste, melhorias e demandas setoriais. Segura, Casão!

PSL x PT
A deputada federal Soraya Manato serviu de escudo mais uma vez ao governo Bolsonaro sobre o relatório entregue por representantes da Comissão dos Direitos Humanos denunciando violações à Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Suíça. Neste caso, briga de capixabas: quem esteve por lá foi o presidente do colegiado, Helder Salomão (PT).

PSL x PT II
Soraya fez discurso no plenário da Câmara manifestando repúdio à iniciativa de "entregar um documento falso, pontuando inverdades a respeito do governo Bolsonaro, e usando dinheiro público". A deputada está no seu papel, mas inverdades...nananinanão!

Na gringa
A propósito, quem está em Nova Iorque, nos Estados Unidos, para outra assembleia da ONU, é a senadora Rose de Freitas (Podemos), que tem andado meio afastada dos holofotes. Em pauta, projetos e ações para a garantia dos direitos das mulheres e o combate à violência de gênero. Rose é a atual procuradora especial da Mulher do Senado.

PENSAMENTO:
"É covardia ser leão entre ovelhas". Luís de Camões

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