Trabalhador morre com queda de tampão de navio no Porto de Vitória

Acidente foi nesta quinta-feira (10). Sindicato reclama falta de guindastes de terra na área da Codesa

Um trabalhador portuário morreu na tarde desta quinta-feira (10) com a queda do tampão do porão do navio Da Tai, atracado no Cais Comercial de Vitória. Um outro membro da tripulação também foi atingido, mas sobreviveu.

Segundo informações da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a tragédia aconteceu logo após a chegada da embarcação, quando a operação de embarque de carga ainda não havia começado.

As equipes da Coordenação de Segurança do Trabalho e da Guarda Portuária deram início ao atendimento, sendo seguidas pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Receita Federal e Capitania dos Portos. Seis ambulâncias e dois veículos do corpo de bombeiros deram apoio ao resgate.

O presidente do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES), Ernani Pereira Pinto, declarou que ainda é prematuro fazer afirmações sobre o que pode ter provocado a queda do tampão durante a abertura do porão. Mas lembrou que o Sindicato vem reivindicando seguidas vezes a necessidade de investir mais em segurança, principalmente na parte do porto administrada pela Codesa.

“Temos tido dificuldades até com segmentos governamentais para provar que a atividade é de alto risco. Volta e meia acontecem acidentes graves, que confirmam que é uma atividade que precisa ter um olhar técnico profissional e social específicos”, diz.

Cada navio exige uma operação diferente, explica o sindicalista, dependendo da sua carga, do seu tamanho, da forma de operação. Uma das principais queixas, destaca Ernani, é contra a retirada dos guindastes de terra.

“Se você olhar de fora pra dentro, na área administrada pela Codesa, não tem nenhum guindaste de terra. Foram retirados todos os guindastes antigos e não foram repostos”, conta. “É necessário que haja investimentos nos portos, que eles tenham os equipamentos necessários. Não pode só ganhar dinheiro tem que fazer investimentos, até pra ampliar o ganho, com mais segurança”, argumenta.

A pauta vem sendo levada pelo Suport-ES nos espaços onde a entidade tem assento para discussão de políticas públicas. “Simplesmente desmobilizou-se o que tinha e não há projeto, nem convênio, nem abertura de espaço pra discutir o cumprimento dessa necessidade”, denuncia. “É só uma política de entreguismo do patrimônio público?”, inquire.

 

Leia Também:

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Matérias Relacionadas

Bernadette Lyra aborda morte, solidão e velhice em Ulpiana

Novo romance da escritora será lançado na próxima quarta-feira, no Centro de Vitória