Trabalhadores de aplicativo de transporte lançam sindicato no Estado

Entidade quer debater as relações de trabalhos de ciclistas, motoboys e motoristas de Uber e 99 Pop

Foi lançado nesta sexta-feira (6), o Sindicato dos Trabalhadores e Prestadores de Serviços de Aplicativos de Transporte e de Prestação de Serviços do Espírito Santo (SINTAPPES). A nova entidade sindical representa trabalhadores como ciclistas, motoboys, além de motoristas como os de aplicativos Uber, 99 Pop e similares.

Segundo presidente do Sindicato dos Advogados (Sindiadvogados), Luiz Télvio Valim, a ideia de criar o SINTAPPES, que tem apoio da entidade, surgiu diante dos debates a respeito da fragilidade nas relações de trabalho desses profissionais. “Estamos vivenciando um novo momento nas relações de trabalho. Por causa da tecnologia e da inovação, não temos mais a presença física do empregador e a relação com esse empregador ‘invisível’ está totalmente individualizada, o que deixa o trabalhador sem proteção”, diz. 

O lançamento do sindicato se deu no parque da Vale, em Jardim Camburi. O presidente da Comissão Pró-Fundação, Gessé Gomes de Souza Júnior, a classe é derivada do desempego estrutural e a partir daí há um desafio a ser superado, que é a incapacidade de se organizar além de grupos de redes sociais. 

“Nosso desafio é superar a limitação da organização que deve ser respeitada, pois nesses grupos são realizados muitos questionamentos, debates e dúvidas. É preciso avançar de forma institucional, contando com a ajuda de outras instituições, para que possamos nos fazer representar num momento em que a sociedade não reconhece essa força de trabalho e os direitos dos trabalhadores como uma força permanente”, afirma Gessé.

Para ele, a única forma de tratar os questionamentos é de maneira organizada e preparada. “Hoje, pela falta de conhecimento e preparo, nós temos respostas evasivas, soluções inacabadas e ficamos a mercê da imposição de regras referentes a desempenho e comprometimento cada vez mais rígidas e sem o mínimo respaldo por parte de quem presta o serviço. Isso nos exaure da capacidade de trabalho. O que queremos é quebrar a inércia e criar um canal de interlocução na relação com as empresas, com o poder público e com a sociedade em particular, que se beneficia dos serviços e para quem temos o dever prestar um bom serviço”, explicou ele.

O Sindicato quer extrapolar os interesses específicos da categoria e abrir o debate sobre interesses de toda a população, como a questão da tributação. Alguns dos questionamentos que a entidade faz é sobre o recolhimento de tributos e impostos por patê dos aplicativos e necessidade de prestação de atendimento de saúde para os trabalhadores em caso de acidente.  

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