Tropa PSL

Pré-candidatura em Cariacica e atos pró-Bolsonaro jogam nova luz sobre estratégia de Manato para 2020

Pré-lançamento da candidatura a prefeito de Cariacica do Subtenente Assis, que disputou o Senado em 2018, em convenção realizada no último sábado (25); manifestação lotada a favor do presidente Jair Bolsonaro no dia seguinte, com a presença dos principais atores do PSL hoje no Estado. As duas recentes movimentações remetem à estratégia traçada há alguns meses pelo secretário especial da Câmara Federal do governador federal, Carlos Manato, responsável por organizar o PSL para 2020, seguindo a meta da Nacional de apresentar o maior número de candidatos nas próximas eleições, principalmente nos municípios maiores. Caso da Grande Vitória, onde a primeira candidatura acaba de ser oficializada. Com a articulação em Cariacica, propícia pela má fase do prefeito Juninho (PPS), as apostas se voltam para os demais palanques. Na Capital, segunda vitrine política de peso do Estado, Manato já disse que pode ser candidato, mas o tanto de gás que tem colocado na sua mulher Soraya Manato, que elegeu deputada federal pelo PSL, sinaliza que ela pode assumir a linha de frente das articulações. Assim como em Vitória, ela chegou a aparecer nas especulações da Serra, território cobiçado por várias lideranças em decorrência do vazio político deixado pelo prefeito Audifax Barcelos (Rede), que esbarra em dificuldades para fazer um sucessor. Já em Vila Velha, que também aponta para uma disputa pra lá de acirrada, quem se coloca é o deputado estadual Danilo Bahiense, novato no mercado. A permanecer o cenário aparentemente favorável nas ruas até lá – resta ver como isso se refletirá em votos –, o PSL colocará cada vez mais candidaturas em teste, no esforço de conquistar nada menos do que 20 das 78 prefeituras capixabas, repetindo a onda de crescimento das eleições de 2018. Terá mesmo quadro pra tudo isso? Com que força os palanques se erguerão, de fato? 

Tropa PSL II
Puxando para dois grandes centros do interior, há ainda o ex-presidente da Federação das Indústrias (Findes), Marcos Guerra, em Colatina, e o ex-vice-prefeito de Cachoeiro, Jathir Moreira. O primeiro foi derrotado nas eleições de 2018 à Câmara dos Deputados, o segundo na municipal de 2016. Mas são lideranças conhecidas em seus respectivos territórios eleitorais.

Tropa PSL III
Na bancada do partido na Assembleia, a maior atualmente, estão, além de Bahiense, os deputados Capitão Assumção, Torino Marques e o coronel Alexandre Quintino. Incumbidos da missão de fazer oposição ao governador Renato Casagrande e ao seu projeto de reeleição em 2022, que, tudo indica, esbarrará em Manato. O partido vai jogar com mais um deles nas eleições municipais? Os palpites, por enquanto, dizem que não.

Sede ao pote
Em meio a essas negociações, há ainda a composição com o aliado PRB, casando em alguns lugares como cabeça de chapa e em outros na vice. Mas onde  os dois partidos chegarão juntos ao altar? Tanto PSL como PRB, até agora, estão com muita sede ao pote de 2020. 

Peças
A começar por duas importantes vitrines, a Capital e Serra, o partido do presidente da Assembleia, Erick Musso, tem como trunfo o campeão de votos à Câmara dos Deputados, Amaro Neto. Seja para onde for, vai dar trabalho. Na Serra, no entanto, ganha força a candidatura do deputado estadual Alexandre Xambinho, atualmente na Rede. Em Vila Velha, o deputado estadual Hudson Leal se colocou na disputa, seguido do ex-prefeito Rodney Miranda, que nem aqui está, mas apareceu reivindicando o posto. 

Peças II
Também na forte movimentação para garantir a manutenção do controle político do Estado, está o PSB de Renato Casagrande. Na Grande Vitória, além do campeão de votos à Assembleia, Sergio Majeski, candidato em potencial na Capital, e do secretário Bruno Lamas, na Serra, vai erguer quais palanques? 

Peças III
A vice-governadora Jacqueline Moraes é uma que recebe investimentos pesados do governador desde o início da gestão. Ela tem ocupado muitos espaços e não se descola de Casagrande. Para muitos, sem chances dela ficar de fora da disputa em seu reduto, Cariacica, onde foi vereadora. 

Não fecha
No mesmo grupo, mas batendo de frente em interesses, está o Cidadania (ex-PPS) do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, que deseja fazer como sucessor o aliado, ex-supersecretário e deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania). Um projeto considerado arriscado para Casagrande, diante do potencial de votos dos possíveis concorrentes, com reflexos negativos em 2022.

Labuta
Esses das notas acima são os partidos em alta. E o MDB e o PSDB, sempre presentes em disputas municipais? Depois do fiasco de 2018, o que terão para apresentar em 2020 e, assim, iniciar um difícil processo de reconstrução partidária?

Labuta II
Outra legenda em situação semelhante é o PR, do ex-senador Magno Malta. Apesar de ter garantido uma cadeira na Câmara dos Deputados, com Lauriete, a divisão de poder interna entre o ex-casal é um problema para 2020. Sem mandato, Magno comanda as negociações partidárias, amarrando os projetos da ex-mulher. 

PENSAMENTO:
“Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita”. Confúcio

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2 Comentários
  • Rosilene Falqueto , quinta, 30 de maio de 2019

    Para Cariacica , não tem outro nome, contra a tudo e todos, Subtenente Assis vem aí

  • Diego , quinta, 30 de maio de 2019

    Subtenente Assis é o nome certo para Cariacica, é um nome novo para renovar o município, a cidade não aquenta mais esses políticos (Marcelo, Juninho, Helder, Sandro, M. Bruno, etc.) que ficam sugando o dinheiro do povo. Precisamos colocar gente que visa melhorar Cariacica, com investimentos, em saúde, educação, segurança e infraestrutura.

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