Vereador de Vitória denunciado por difamação vê motivação política

Cleber Felix, o Clebinho, diz que denúncia feita ao MPES foi formulado por Leonil Dias

Denunciado por difamação por 10 servidores públicos nessa quarta-feira (15), o presidente da Câmara de Vitória, Cleber Felix (PP), o Clebinho, pré-candidato à Prefeitura de Vitória em 2020, rebateu as acusações e apontou motivação política do vereador Leonil Dias da Silva (PPS). 

As acusações se relacionam às investigações do Ministério Público Estadual (MPES) para apurar denúncia de irregularidades na contratação de empresa para a realização do evento do Dia da Mulher, ocorrido em 29 de março. Essa denúncia, segundo Clebinho, teria sido formulada por Leonil.

O vereador foi adversário de Cleber na eleição da Mesa Diretora da Câmara, em 2018, como candidato do prefeito Luciano Rezende, também do PPS. Nessa quarta-feira, os servidores, que são da assessoria do vereador Leonil, deram entrada em processo disciplinar na corregedoria da câmara contra o presidente da Casa. 

Eles alegam que sofreram danos morais devido às declarações do vereador, nos dias 18 de abril e 7 de maio, durante as sessões ordinárias. Segundo a denúncia, Cleber Félix teria afirmado em plenário que todos os assessores do vereador Leonil estão fazendo um “mal assessoramento” e que o mesmo está “(...) muito mal assessorado, muito mal, pessimamente assessorado”.

Na representação, afirmam que Cleber chegou a sugerir a demissão dos servidores. “Se a sua assessoria não está te dando apoio suficiente, troca de assessores. Troca a assessoria para prestar um serviço de qualidade para cidade”. 

 “Leonil perdeu a eleição para a Presidência da Câmara e desde então passou a fazer oposição à Mesa Diretora, principalmente ao grupo de cinco vereadores que organizaram o movimento vitorioso que tirou o controle da Casa do PPS”, afirma Clebinho. 

Para ele, os questionamentos no Ministério Público sobre a licitação são totalmente infundados, segundo informações passadas a ele pela Procuradoria da Câmara. “Estou tranquilo, pois está tudo dentro da legalidade”, garantiu.

Sobre a acusação dos servidores, ele afirma que não difamou ninguém. No entanto, os servidores pensam diferente: “Sou mãe e esposa, além de uma profissional assídua e responsável. Não mereço ser tratada assim”, lamentou a secretária de gabinete Rosilene Vidigal Correa.

Já a chefe de gabinete Alexandre Gonçalves da Silva afirmou que os comentários de Cleber chegaram até o seu bairro. “Nesses dias, realizando trabalho de fiscalização nas ruas, um conhecido me perguntou o que fizemos na Câmara, fazendo referência às criticas do presidente em relação ao nosso trabalho. Isso é muito ruim”, reprova Alexandre.

Os assessores solicitam que a corregedoria obrigue Cleber a se retratar em plenário, rede sociais oficiais da Câmara, em veículo de imprensa de grande circulação, além da advertência e afastamento do vereador por 30 dias. Os servidores também ingressaram na Justiça de forma coletiva com ação de reparação de danos morais e queixa-crime. 

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