Vila Velha aprova lei para tratamento odontológico infantil domiciliar

De autoria de Anadelso Pereira, Lei determina que interessados se cadastrem na Secretaria de Saúde

Proporcionar serviço odontológico às crianças com necessidades especiais e com mobilidade reduzida, realizando os atendimentos residencial. Esse é o objetivo da lei nº 6.124/19, aprovada pela Câmara Municipal de Vila Velha.

Proposta pelo vereador Anadelso Pereira (PSDC), a Lei autoriza o Município a implantar o serviço e permite a criação de parcerias público-privada com este fim.

O objetivo é atender prioritariamente os “portadores de autismo, deficiência mental, síndromes, deficiências visuais e auditivas, cadeirantes, macrocefalia, esquisofrenia, entre outras”. O tratamento deve ser realizado no domicílio dos pacientes.

“Eu ando em muitas regiões carentes, onde as crianças não têm acesso a esse atendimento dentário, por isso a ideia de criar a equipe itinerante”, argumenta o vereador. A Lei, no entanto, é voltada para crianças de todas as condições socioeconômicas, não apenas as que vivem em regiões de vulnerabilidade social.

Para a presidente da Associação dos Pais e Amigos dos Surdos e Outras Deficiências (Apasod), Lourdilene Mozer, a iniciativa é bem-vinda. ““Tudo o que vier pra acrescentar pra pessoa com deficiência é muito válido. É muito importante ter essa equipe que vá na família”, diz.

Um exemplo é a família da pequena Vitória, que mora em Santa Rita, e, por conta de uma paralisia cerebral sofrida aos cinco meses de idade, tornou-se cadeirante e ainda não se senta, não fala e se alimenta por sonda (gastrotomia).

Vitória vão ao dentista anualmente e todas as vezes em que é preciso sair de casa, a mãe aciona o transporte público especializado, o Mão na Roda. “Essa assistência vai ajudar muito”, diz a mãe, Elaine Moreira de Oliveira.

“Sou fisioterapeuta, enfermeira, professora, cuidadora da Vitória. 24 horas por dia, todos os dias. Minha filha gosta de sair, se divertir, mas ter esse atendimento em casa vai ser muito bom”, declara.

A princípio, o cadastro dos interessados no atendimento deve ser feito na Secretaria Municipal de Saúde, mediante comprovante de residência e da deficiência da criança. 

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1 Comentários
  • Josuel se Jesus Rodrigues , terça, 05 de março de 2019

    Belo trabalho e muito vantajoso e de grande necessidade aos deficientes físicos. Sabemos como é difícil a logística para uma consulta ou até mesmo a acessibilidade. Tenho um filho especial e digo por experiência do dia dia . Que o Brasil possa enxerga pessoas que diante a um projeto facilite e as coloquem numa qualidade de vida melhor . Parabéns . Eu apoio ao projeto.

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