Vitória tem encontro de saberes e práticas agroecológicas neste sábado

Evento terá oficinas gratuitas sobre hortas verticais e em pequenos espaços, compostagem e autocuidado

“A revolução passa pelo nosso lar!”. O brado, de amor e liberdade, é da antropóloga ambiental italiana Federica Giunta, que organiza o Encontro de Saberes e Práticas Agroecológicas da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase).

O evento acontece neste sábado (25), na sede da ONG, no Centro de Vitória, e contará com diversas oficinas sobre hortas urbanas, autocuidado, nutrição e compostagem, para adultos e crianças, de 10h às 18h.

“Será um momento coletivo para voltar às raízes, voltar à terra, brincar com as sementes, as plantas, e isso pode ser feito mesmo sem ter que sair de casa, começando em nosso espaço essa mudança sistêmica que queremos ver no mundo exterior”, convoca a Fase, em suas redes sociais.

Acumulando experiência em pesquisas na Ásia, Europa, África e América, incluindo o Centro de Documentação sobre Conflitos Ambientais de Roma, Federica chama atenção para a necessidade de incluir a alimentação e a produção de alimentos como um fator essencial na luta pela defesa da vida em todas as suas formas e pela construção de uma sociedade com liberdade individual e coletiva real, valorizando as diversidades.

A agroecologia urbana, diz, “é um caminho para pensar e agir coletivamente sobre a produção de conhecimento ligados aos sistemas alimentares, acesso a alimentos saudáveis e culturalmente apropriados, à proteção da vida dos solos e da biodiversidade, e muito mais”. Para além de um conjunto de técnicas agrícolas, a agroecológica urbana é “um movimento, uma prática, uma visão política, que inclui não só o conhecimento agrícola, mas a ética e valores específicos, como as relações sociais de mutualidade e respeito, e o cultivo cuidadoso da terra”, explica.

Além da alimentação, a autoprodução de produtos para o cuidado corporal e domiciliar também é fundamental, salienta a antropóloga ambiental. “É um momento de autocuidado, momento que está cada vez mais ausente em nossas vidas ocupadas e que produz um afastamento da dinâmica da empatia e da humanidade que, ao contrário, especialmente nesses tempos politicamente difíceis, também deve ser fortalecido como instrumento de resistência e rebelião”, convida.

PROGRAMAÇÃO

10h - Oficina de horta em pequenos espaços: por que sim, é possível cultivar alimentos no seu terraço! com Dauro Bricio, da Horta Comunitária Quintal na Cidade.

10h - Oficina para criança: semeAMOs! Vamos criar nossa sementeira com material reciclado com Federica Giunta da Fase e Marina Figueiredo da Kapi’xawa.

12h - Oficina de culturas verticais com sistema hidropônico – como ter plantas em casa, mesmo em espaços muito pequenos e com pouco tempo para regar! com Lucas Daniel, do Mãos à Horta.

13h - Introdução à nutrição saudável e ayurvedica: ganhamos uma maior consciência do que introduzimos em nosso corpo e seu impacto no meio ambiente, com Gabriella Ramaldes.

14h - Almoço sustentável e responsável! Uma parte disso será preparado com alimentos reciclados da feira de produtores local da Rua 7.

15h Autoprodução e autocuidado: vamos conhecer e usar as ervas medicinais que podem ajudar a cuidar de nossos lares com Federica Giunta, da Fase, e Lediane Carriço, da Casa Verde.

16h - Conversa sobre compostagem: a importância de ter a própria composteira doméstica e refletir em políticas públicas para reduzir o desperdício de alimentos e seu impacto na eliminação de resíduos urbanos. com Lucas Daniel, do Mãos à Horta, e Lediane Carriço, da Casa Verde.

17h - Não mais de agrotóxicos e petróleo para produzir nossa comida! Intercâmbios sobre as ações diárias para viver sem petróleo.

Durante todo o dia haverá alguns momentos musicais e banquetes com material explicativo e produtos dos coletivos locais de agroecologia urbana.

É recomendável levar seu próprio garfo, prato, copo e sacola, para evitar a produção de lixo.

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