Yellow e Grin retiram bicicletas e patinetes do Espírito Santo

Depois de menos de um ano de operação, startup deixa Vitória, Vila Velha, Guarapari e outras cidades

Foi com muita expectativa e alguma polêmica que as empresas Yellow e Grin se instalaram no Espírito Santo no início do ano passado. Em Vila Velha, a Yellow chegou a ter as bicicletas retiradas, depois de ter sido notificada e receber multa da prefeitura municipal, mas começou a operar meses depois.

Mas, nas últimas semanas, os usuários das bicicletas foram surpreendidos ao abrir o aplicativo e buscar suas bicicletas e descobrir que todas elas haviam sido retiradas de circulação sem aviso prévio. A alegação foi de que seriam submetidas a um processo de checagem e verificação das condições de operação e segurança. Mas elas não devem voltar às ruas, por questões de estratégia de mercado.

Nesta quarta-feira, a Grow, empresa fruto da fusão Yellow e Grin, comunicou por nota à imprensa o fim da circulação não só das bicicletas em todo Brasil mas também dos patinetes em 14 cidades do país, entre elas Vitória, Vila Velha e Guarapari.

Segundo a empresa, os veículos dessas cidades serão realocados para os locais onde seguirá em operação, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR). A empresa confirmou que haverá demissões mas não informou o número de pessoas que serão dispensadas.

Na página oficial e nas redes sociais da empresa não há maiores esclarecimentos para os clientes, nem no aplicativo, como, por exemplo, sobre qual será a política em relação às pessoas que possuem crédito em suas contas nos apps. As páginas da Yellow foram tiradas no ar. 

A Grow é uma startup de mobilidade urbana fruto da fusão de uma empresa brasileira especializada em bicicletas e uma mexicana que opera com patinetes, ambas para aluguel sem estações. Opera em sete países e no ano passado atingiu 20 milhões de viagens, o que faz com que seja considerada a terceira maior empresa de micromobilidade do mundo, especializada no transporte de curtas distâncias por meio das bicicletas e patinetes.

A empresa alegou que as medidas são fruto de um ajuste operacional para que “continue prestando serviços de forma estável, eficiente e segura”.

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2 Comentários
  • Antônio , quarta, 22 de janeiro de 2020

    Regulamentação do Estado dá nisso! Brincadeira! Bora ler Ludwig von Mises meu povo!

  • Adriano , quinta, 23 de janeiro de 2020

    Tanto fizeram que conseguiram mandar a empresa pra fora. Criaram tantos empecilhos que não era mais viável manter a mesma aqui. Agora provavelmente vira alguem da esquerda dizer que o "Estado" deve oferecer meios alternativos, vão propor a criação de uma secretaria ou empresa publica para gerir e manter as bikes e patinetes.

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