Kundalini - a energia dos poderes latentes, inclusive a sexual

O Samadhi (Iluminação) só ocorre a partir do despertar de Kundalini, a energia cósmica latente em nós

No Ocidente – e mesmo até na Índia Contemporânea - muitas escolas de Yoga criam vários mitos sobre Kundalini e o perigo do seu despertar.

Inicialmente há um fato histórico por trás dessa postura. Há séculos atrás (15.000 anos), na Índia Antiga, comunidades foram sendo lideradas por Sadhus (sábios praticantes - não eruditos) em um sentido do despertar da espiritualidade por meio de inúmeras buscas. Entre elas foram se corporificando as técnicas do Yoga Tradicional Indiano ou Yoga Tântrico.

Todo o processo foi sendo desenvolvido de forma intuitiva, afetiva, sem nenhum cunho acadêmico, erudito, racional ou cientificista. Tudo foi sendo criado de forma simples e natural.

Kundalini era algo experimentado com toda a liberdade, sem restrições, sem qualquer ideia de proibição ou de "desvio energético". Não há nenhum registro de proibições nesse sentido.

Dando um salto histórico

O Yoga Tradicional Indiano se expandiu para o mundo. Chegou ao Mundo Ocidental. Aqui, o solo teórico-filosófico era de outra natureza.

Desde a Grécia Antiga, os ocidentais vêm sendo regidos por uma orquestra formada por integrantes com uma visão de mundo empirista, racionalista, cientificista, separativista.

Essa base teórico-filosófica também contamina a visão de mundo de outras formas de arte, como a arte do Yoga (antes tântrico e, agora, de outra natureza – mesmo sendo denominadas de escolas de Dakshnah Tantra).

Todas as escolas então corporificadas, principalmente no Ocidente, começaram a "importar" os corolários básicos do Tantra para a sua visão de mundo – ocorrendo o processo de adaptação ou de apropriação sem conexões com a tradição do Hinduísmo dravídico.

Então, começam a surgir as proibições, as contraindicações e o medo de certos processos, pois, no mundo ocidental, há sempre alguém no poder que dita o que é certo, o que é errado, o que se pode e o que não se pode e as pessoas acostumaram a obedecer e a não refletir ou ter suas próprias convicções e crenças.

Tudo isto está por trás do poder que a Medicina Alopática e seu aparato teórico-filosófico e prático vêm adquirindo ao longo dos últimos séculos. Isso ocorre também com o poder das ciências no mundo acadêmico das Universidades.

Os "profissionais" do Yoga e suas escolas e "mestres” – inconscientemente, ou por serem alienados mesmo e sem senso critico – caem nessas armadilhas: "Cuidado! Perigo! Não faça!".

Essas são expressões presentes na "ciência" (observe este termo - para nós é "cultura", "arte", "filosofia") do Yoga no Ocidente, e não têm nada a ver com o Yoga Tradicional Indiano.

Essas fórmulas de proibição são inerentes à cultura ocidental. Não é do Oriente e muito menos do mundo tântrico hindu.

Ainda há o agravante de que a Kundalini foi sendo associada à energia sexual. Imagina, então, o “grande perigo” que isso representa para o indivíduo ocidental e cristão! Aliás, esse medo de Kundalini tem muito da influência do Cristianismo no Yoga do Ocidente.

Para nós, da escola Shivam Yoga, o despertar da energia Kundalini só trará efeitos positivos no Sadhaka (praticante de Yoga de natureza tântrica). Ele terá não só mais energia, força e poder, mas terá muito mais discernimento, consciência e sabedoria, inclusive no uso da energia da sexualidade.

Por fim, o estado de Samadhi (iluminação) só ocorrerá a partir desse despertar de Kundalini, a força e energia cósmica latente em nós.

Todas as técnicas do Yoga Tântrico (no nosso caso de Shivam Yoga) irão propiciar essa ascensão de Kundalini, aliás esse é o objetivo essencial de uma escola de Yoga que abrace o Tantrismo.

Om Shiva!
Om Namah Shivaya!
Mestre Arnaldo de Almeida
 


www.shivamyoga.com.br

 

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para manter ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.