Servidores realizaram protesto na Assembleia e dialogaram com parlamentares sobre reivindicações
Os peritos reivindicam a retomada do diálogo com a gestão de Renato Casagrande (PSB) para tratar de assuntos como a autonomia da Perícia e a valorização salarial, já que a categoria no Espírito Santo recebe o salário mais baixo do País.
“A Perícia tem que ser tratada com seriedade. Todo mundo é adulto, é maduro, tem condições de discutir sobre a situação da Perícia capixaba”, diz Tadeu.
A deputada estadual Janete de Sá (PMN) declarou apoio aos peritos durante a sessão desta segunda. “Eles prestam um trabalho de grande relevância para elucidação dos crimes. Esses profissionais não aguentam mais trabalhar em condições precárias e ganhar o pior salário do país. A luta é justa e merece o apoio desta casa e da sociedade”, afirmou.
Em nove de fevereiro eles se manifestaram em frente ao DML, em Santa Luíza, Vitória. Depois fecharam uma faixa de veículos da Reta da Penha, onde incendiaram um caixão, simbolizando a “morte da Perícia capixaba”.
Após esse protesto, cinco peritos foram convocados a prestar informações na Corregedoria Geral da Polícia Civil sobre supostas irregularidades na condução do ato. Uma delas seria a utilização de viaturas da Perícia no ato. A outra, a do caixão. A convocação foi classificada pelo Sindiperitos como “uma tentativa de intimidação da categoria”. Segundo Tadeu, alguns trabalhadores já compareceram à Corregedoria e a assessoria jurídica está à disposição dos servidores.
A categoria, ressalta Tadeu, está muito insatisfeita. “Se buscava construir uma Perícia mais valorizada, autônoma, que acompanharia o que é praticado nacional e internacionalmente. A gente vinha sentando à mesa com o governo, com diálogo franco, com a categoria acreditando que o governo iria resgatar a valorização da Perícia depois de anos de desânimo, desvalorização e abandono de cargos por colegas para buscar outro rumo. Em qualquer estado que for, vai ter um rumo melhor do que ficando na Perícia do Espírito Santo”, diz.

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