Atitude do governo do Estado foi classificada pelo sindicato da categoria como tentativa de intimidação
Após o protesto realizado nessa quarta-feira (9), cinco peritos foram convocados para comparecer à Corregedoria Geral da Polícia Civil e prestar informações sobre supostas irregularidades na condução do ato. A situação foi classificada pelo Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos) como uma tentativa de intimidação da categoria.
Uma das irregularidades seria a utilização de viaturas da Perícia no ato. A outra, a de um caixão do Departamento Médico Legal (DML), que foi queimado em protesto contra “a morte da Perícia no Espírito Santo”.
Além disso, a apresentação das sugestões de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e de Lei Complementar para o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Ramalho, prevista para a próxima quinta-feira (17), foi desmarcada, sem previsão de nova data. As iniciativas são fruto do Grupo de Trabalho (GT) para proposta de autonomia da Perícia. “Pode ser uma retaliação, prejudicando a autonomia da Perícia”, ressalta o presidente do Sindiperitos, Tadeu Nicoletti.
A manifestação dessa quarta-feira aconteceu após uma assembleia, cuja realização foi deliberada como resultado do anúncio de reajuste de 6% para todos os servidores públicos estaduais, mais 4% para o pessoal da área de segurança pública, totalizando 10%, conforme informado pelo governador Renato Casagrande (PSB) em 31 de janeiro.
O anúncio foi recebido com surpresa pelos peritos, uma vez que as negociações para que o salário dos peritos chegasse, pelo menos, mais próximo da média nacional, estavam sendo feitas junto à Secretaria da Casa Civil (SCV) e à Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger).

‘Reajuste mantém Perícia capixaba como a mais mal remunerada do País’

Servidores protestam na Reta da Penha contra ‘a morte da Perícia no Estado’
