Tadeu Nicoletti não descarta novas manifestações caso as discussões não comecem no prazo estabelecido
A tão esperada criação da Polícia Técnica e Científica, aprovada na Assembleia Legislativa em outubro, não colocou fim à insatisfação dos peritos com a falta de diálogo do governador Renato Casagrande (PSB) com a categoria. Passados dois meses da aprovação, o gestor ainda não deu início ao diálogo com os trabalhadores a respeito da elaboração do estatuto da Polícia Científica e da lei orgânica, embora tenha se comprometido a fazer isso logo após o segundo turno das eleições, independente do resultado.
O prazo para isso é de 120 dias após a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 04/2020, que criou a Polícia Técnica e Científica. Falta, portanto, somente um mês para que se esgote. A PEC é de autoria do deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) e foi apensada às PECs 2/2022, de Iriny Lopes (PT) e Fabrício Gandini (Cidadania); e à PEC 7/2022, do Executivo. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos), Tadeu Nicoletti, informa que a entidade já requereu à Secretaria de Administração a abertura de diálogo para dar início à discussão sobre os documentos, mas não obteve nenhuma resposta.

PEC da Autonomia da Perícia é aprovada em dois turnos na Assembleia
