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A vez do TJES

Apesar dos protestos, lista sêxtupla é encaminhada por Rizk com apenas uma advogada

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Leonardo Sá

Protestos ignorados, e nada de reconsideração ou nova votação. Como esperado, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES), José Carlos Rizk Filho, e o Conselho Seccional mantiveram a lista sêxtupla do Quinto Constitucional definida há uma semana, e a enviaram ao Pleno do Tribunal de Justiça (TJES), para escolha dos três nomes que serão submetidos ao governador, Renato Casagrande (PSB). A nova votação pode ser liquidada ainda nesta quinta-feira (12), chegando, então, ao responsável pela batida final do martelo. Sem considerar a paridade de gênero e a voz da categoria, a lista da OAB se manteve com apenas uma advogada, Sara Merçon, entre cinco homens: Vinícius Pinheiro, Adriano Pedra, Alexandre Puppim, Erfen Ribeiro e Américo Mignone. A situação, como já analisada aqui na coluna, repercutiu mal nos bastidores e gerou nota de repúdio da vice-presidente da Ordem, Anabela Galvão, e um requerimento protocolado por uma das candidatas preteridas, Lúcia Roriz, ao Conselho. Mas de nada adiantaram! A polêmica, agora, está no colo do TJES, e permanece a pergunta: Sara Merçon avança para a última etapa, na proporção 2 x 1, ou ficará pelo caminho? A conferir, logo, logo.

Reação

Na nota que publicou após a definição da lista, Anabela disse que já havia cobrado, diariamente, que o Conselho Seccional respeitasse a paridade de gênero, manifestada inclusive na lista duodécima eleita pela classe. O resultado, vale repetir, foi definido por ela como “covardia”, machismo” e “vexame”.

Reação II

Já Lúcia Roriz apresentou requerimento em que sugeriu manter, como lista sêxtupla, os primeiros colocados dos mais votados pelos advogados, ou que a anunciada pelo Conselho fosse anulada e convocada uma nova votação, com base no critério da paridade de gênero.

Reação III

Também chegou a circular um Mandado de Segurança assinado pelo advogado Ediwander Quadros da Silva contra Rizk, para que o presidente da Ordem se abstivesse de encaminhar a lista sêxtupla, até que fosse garantida a paridade, e também que fosse realizada nova votação, de forma aberta.

Interesses trocados

A ação criticou a votação secreta dos conselheiros, apontada como prejudicial à publicidade e à transparência, e apontou “contaminação” do processo “por interferência e pressão política” de Rizk, ao realizar duas campanhas ao mesmo tempo na Ordem: da Presidência e do Quinto Constitucional.

Interesses trocados II

Palavras do autor da ação: “imediatamente após a formação da lista duodécima, os candidatos ao quinto, em um movimento sincronizado nas redes sociais, passaram a declarar apoio publicamente a José Carlos Rizk Filho, que até então diziam não apoiar”. Ele pontuou “vício suficiente” para suspender o processo a partir da escolha da lista duodécima.

Gosto amargo

No caso da Presidência, como se sabe, Rizk sofreu uma derrota difícil de digerir, e ainda com folga nos índices de votação. Ele entregará o cargo para o principal nome de oposição, Erica Neves, depois de uma campanha que virou guerra eleitoral e judicial.

Numa tranquila, numa boa

Já no Quinto Constitucional, até que se prove o contrário, está “tudo dominado”.

Não para

Por falar em Erica, a advogada segue com uma agenda frenética desde sua eleição, somando visitas a órgãos estaduais e federais, confraternizações de entidades que representam a categoria, encontro com políticos e lideranças, e assim por diante…pelo visto, só acaba na posse, e olhe lá!

Nas redes

“Advocacia, a atual gestão emitiu boletos para pagamento da anuidade com 15% de desconto a quem pagar até o dia 31/12. Mas não se preocupem! a nossa gestão inicia no dia 1/1 e já chega ao lado da advocacia, se comprometendo desde já a estender o desconto oferecido até o dia 20/01”. Erica Neves, em mais um recado do assunto que virou embate com Rizk pós-eleição.

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