ARSP apresenta resultados da consulta sobre proteção da Terceira Ponte

Estrutura lateral rebaixada é uma das opções apontada como mais viável à proteção dos usuários

A Agência de Regulação de Serviços Públicos (ARSP) divulgou, nesta quinta (11), o relatório com as contribuições recebidas durante o processo de Consulta Pública das barreiras de Proteção da Terceira Ponte. Na Consulta Pública, realizada entre os dias 17 de setembro a 2 de outubro deste ano, foi disponibilizado o projeto executivo com cabos rígidos verticais a serem instalados sobre a estrutura de guardas-rodas existente, e a sociedade teve a oportunidade de participar apresentando suas contribuições, elogios e críticas.

Ao total, foram recebidas 39 contribuições, as quais foram analisadas pela equipe técnica da ARSP e divulgadas no Relatório Circunstanciado disponível no site (área Consultas e Audiências Públicas).

Depois da análise, a ARSP considerou que a contribuição registrada sob número 34 (estrutura lateral rebaixada) preservou a funcionalidade necessária à proteção dos usuários, ostentando, todavia, potencial de ganho de qualidade estética, motivo pelo qual a Agência decidiu por aprofundar os estudos relativos à sua viabilidade técnica (ancoragem, estrutura, material, cronograma de execução, segurança, dentre outros) e viabilidade financeira, sem prejuízo para a continuidade dos estudos que já estão em curso com relação às barras verticais com cremalheira.

Na próxima segunda-feira (15), a ARSP encaminhará ao Departamento de Estradas de Rodagem do Espírito Santo (DER-ES) o projeto de engenharia relativo à solução pré-selecionada (barras verticais com cremalheira), de modo que aquela autarquia possa aperfeiçoar o projeto em seus aspectos técnicos. Durante este período de trabalhos internos do DER-ES, a ARSP afirma que avançará nos estudos técnicos relativos à contribuição 34.

Até o final do mês de novembro, o governo do Estado decidirá por licitar a opção com barras verticais ou a apresentada na Consulta Pública. 

Apesar de ter recebido algumas contribuições solicitando a instalação de proteção eletrificada ou serpentina diretamente sobre a estrutura de guarda corpo existente, a Agência descartou tais alternativas. A alegação é que tais estruturas podem acarretar acidentes, além de exporem pedestres à insegurança física, sobretudo durante eventos desportivos.

Destaca-se, também, a sugestão para instalação de ciclovias, o que encontrou impedimentos técnicos, uma vez que a Terceira Ponte possui forte influência de ventos laterais, além de inclinação de 5,5% com extensão de mais de 1 km no sentido Vitória – Vila Velha (característica semelhante à região de Domingos Martins), o que exigiria esforço físico para eventuais ciclistas no local, resultando na subutilização do equipamento em face de um investimento significativo.

Suicídios

Os números de suicídios na Terceira Ponte são assustadores: desde 2000, pelo menos 441 tentativas foram registradas na Terceira Ponte. Noventa perderam a vida nesse período. Estes são dados de estatísticas oficiais, do próprio governo do Estado, que podem não totalizar todas as ocorrências.

Somente em 2018, foram registradas 48 tentativas de suicídio na Terceira Ponte, com três mortes no período. Os dados são da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).

Apesar dos números preocupantes, os governos do Estado jamais adotaram nenhuma providência concreta para instalar equipamentos de proteção nas laterais da Terceira Ponte, para evitar as tragédias, que são de tentativa ou morte por suicídio no local.

Fugiu da responsabilidade de tratar o assunto com seriedade o ex-governador José Ignácio Ferreira, que governou o Espírito Santo de 1999-2002, portanto durante três anos do período apurado, o governador  Paulo Hartung, que finaliza este ano o seu terceiro mandato no cargo, com um total de 12 anos de governo no período apurado, e o ex-governador Renato Casagrande (PSB.

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